Política

Dívida da prefeitura com a Saúde chega a R$ 60 milhões

Imagem Dívida da prefeitura com a Saúde chega a R$ 60 milhões
João Leão tenta trazer R$ 34 mi em Brasília  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 12/07/2011, às 21h07   Luiz Fernando Lima



O chefe da Casa Civil de Salvador, João Leão (PP), voltou à Brasília na última segunda-feira (11) para buscar alguns dos prometidos recursos para Salvador. A vida do deputado federal licenciado no comando da pasta estratégica não tem sido fácil. Desta vez, ele desembarcou no Distrito Federal com dois alvos prioritários: os ministérios da Saúde e das Cidades.

No primeiro, Leão busca R$ 34 milhões que seriam enviados à prefeitura destinados à compra de medicamentos. Contudo, a falta de planejamento, fato corriqueiro da gestão municipal, não conseguiu organizar-se e o ministério reteve.

Agora, o secretário tenta reaver a quantia para reduzir a dívida que o município tem com as Santas Casas e Filantrópicas que administram os postos de saúde por aqui. O problema é que mesmo conseguindo alocar recursos de medicamentos em dívidas por serviços prestados, o montante é insuficiente para sanar a dívida.

De acordo com o relatório apresentado nesta terça-feira (12) pelo deputado federal, Antônio Brito (PTB) ao secretário de Atenção à Saúde Helvécio Magalhães, ligado ao Ministério da Saúde, a dívida municipal chega aos R$ 60 milhões e cresce a cada dia.

O Antônio, que é filho do vice-prefeito de Salvador Edvaldo Brito, preside a Frente Parlamentar das Santas Casas na Câmara Federal afirma que o documento, assinado pelo presidente da Federação das Santas Casas e Entidades Filantrópicas da Bahia , Maurício Dias, e mais representantes de seis hospitais, informa que, de abril até agora, a dívida do município com o setor aumentou 50%.

O deputado argumenta, que “os hospitais não têm mais condições de garantir o volume de atendimento à população carente já a partir desta semana, porque a situação passou do limite suportável, e precisamos também aumentar do teto do SUS para Salvador”.

Levando em consideração esta conta apresentada pelo parlamentar, João Leão vai ter que arranjar um pires maior, já que a prefeitura recentemente se indispôs com a Secretária Estadual da Saúde após o governo Jaques Wagner tentar retomar a gestão da saúde. A justificativa do prefeito João Henrique é que a transação seria impossível devido à Lei de Responsabilidade Fiscal.

Enfim, os soteropolitanos correm riscos, novamente, de ficar sem atendimento nos postos de saúde. Geralmente, no soar do gongo alguma solução miraculosa aparece para salvar o mês, talvez, estes R$ 34 milhões consigam manter as entidades na ativa até que algo de novo aconteça na administração pública.

Ainda se tratando de milagre, o segundo alvo de Leão é o correligionário Mário Negromente, que deve liberar os R$ 28 milhões que, segundo a prefeitura, faltam para colocar nos trilhos a primeira etapa do metrô de Salvador (Lapa/ Acesso Norte), prometido por Leão para o final deste ano. O valor seria referente à construção de um pátio de manobra.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)