O juiz Sérgio Moro afirmou, no despacho em que decretou a prisão preventiva de Sérgio Cabral, que um dos motivos da prisão, era a possível fuga para o exterior dos envolvidos no esquema de corrupção.
Além de Cabral, tiveram as prisões decretadas o braço direito de Cabral e o seu ex-secretário de governo, Wilson Carlos, e Carlos Emanuel de Cavalho Miranda, o Carlinhos, apontado como operador.
O juiz afirma no despacho que “os investigados poderiam se valer de recursos ilícitos para facilitar fuga e refúgio no exterior”. “Enquanto não houver rastreamento completo do dinheiro e a identificação de sua localização atual, há um risco de dissipação (sumiço) do produto do crime, o que inviabilizará a sua recuperação. Enquanto não afastado o risco de dissipação do produto do crime, presente igualmente um risco maior de fuga ao exterior”, escreveu Moro.