Política
Publicado em 17/12/2016, às 11h10 Victor Pinto
Depois de toda celeuma em torno do reajuste salarial, os vereadores de Salvador, de acordo com informações chegadas ao Bocão News, teriam desistido de propor o aumento dos seus subsídios para 2017. A categoria teria reconhecido o momento de crise vivenciado pelo País, a falta de reajustes recentes aos servidores e também a busca da resolução de um possível problema em torno do teto salarial dos funcionários públicos, que geraria dores de cabeças ao Executivo, e então entram em um consenso.
Toda articulação segue na busca de um mecanismo legal que permita um eventual reajuste no meio do mandato. Atualmente não é permitido. Os vereadores, prefeitos e vice só podem ter seus salários reajustados de quatro em quatro anos. Os edis da atual legislatura aprovariam o reajuste na próxima.
NOVELA – O desenrolar dos capítulos tende ser mais ameno depois do início da semana. O caso ganhou força na última terça-feira (13), quando os edis tentaram levar o aumento para o Colégio de Líderes e depois, na “calada da tarde”, colocar em votação na sessão no Plenário Cosme de Farias.
A reação do presidente Paulo Câmara (PSDB) de barrar a votação, por hora, sob a argumentação de falta de transparência no processo deixou um grupo de vereadores do alto clero do legislativo revoltado. O jogo tomou ares de concorrência e a briga interna nos bastidores da CMS, tida como Guerra Fria, tomou forma.
Pesou também nas movimentações as declarações do prefeito ACM Neto (DEM) que negou aumento do seu próprio salário, do vice e dos secretários.
Agora a perspectiva do cenário tende a promover o reajuste quando o cenário econômico estiver menos pior.
Publicada originalmente dia 16
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