Política

Em depoimento a Moro, Gabrielli ataca Operação Lava Jato; assista

Gabrielli explicou ainda a nomeação de diretores da Petrobras

Publicado em 13/02/2017, às 18h46        Alexandre Galvão

Em depoimento nesta segunda-feira (13), no âmbito da Operação Lava Jato, o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, fez ataques à operação que investiga desvio nas estatais brasileiras – entre elas, a Petrobras. 
Segundo Gabrielli, a operação “limitou o acesso ao crédito e isso levou a uma crise em cascata e levou a uma destruição praticamente da indústria de petróleo e gás”. 
Ao afirmar isto, Gabrielli respondia à defesa do ex-presidente Lula sobre uma avaliação da empresa após ele deixar a presidência. 
“A partir de 2014, tivemos uma drástica redução e isso provocou crise generalizada, gerou destruição de emprego ampla no setor e provocou redução de capacidade de compra e com impactos grandes sobre empresas fornecedoras”, analisou. 
ESPIONAGEM – a descoberta do pré-sal, segundo o ex-presidente da estatal, fez com que o Brasil se tornasse “alvo” de espionagem. 
“O fato de descobrir o pré-sal transformou o brasil num alvo. Isso fez do Brasil um alvo de espionagem, de investigações, criou uma crise entre o Brasil e os Estados Unidos e a espionagem sobre a Petrobras provocou comoção interna depois de demonstrar acessos de órgãos internacionais a relatórios da empresa. Ao enfraquecer a Petrobras, você privilegia empresas internacionais. Isso fortalece o mercado americano a partir de 2021”, acusou. 
NOMEAÇÃO DE DIRETORES – Gabrielli explicou ainda a nomeação de diretores da empresa. “A nomeação de diretores da Petrobras - não só com Lula - mas na história da Petrobras, tem os seus diretores escolhidos pelo conselho de administração que é eleito pelos acionistas – sendo o governo o maior acionista. O governo tem direito de voto e apresenta uma lista e os acionistas elegem um representante. O conselho é quem escolhe os membros da diretoria da Petrobras”, afirmou. 

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