“Chega de miséria e humilhação, os agentes de saúde querem valorização”. Com esse “grito de guerra” e com apitaço, os agentes de combate a endemias de Salvador conseguiram derrubar a sessão ordinária da Câmara Municipal nesta segunda-feira (25). Como já havia sido anunciado pelo
Bocão News, eles permanecem em estado de greve desde o mês passado. O primeiro vice-presidente do Legislativo, Paulo Magalhães Jr. (PSC), tentou acalmar os ânimos para dar seguimento aos trabalhos. “Todos são bem-vindos. Afinal, aqui é a casa do povo. Mas, é preciso deixar que os vereadores se manifestem até mesmo para ajudar vocês”.
O apelo não surtiu efeito e o grupo de funcionários da prefeitura voltou a protestar.
“Chega de miséria e humilhação, os agentes de saúde querem valorização”. Então, a sessão foi interrompida por 15 minutos, o que foi um “prato cheio” para aqueles vereadores que não queriam continuar no plenário Cosme de Farias. Com o fim do tempo regimental, a sessão foi encerrada por falta de quórum. Dentre outras coisas, a categoria luta para que o salário-base, que hoje é de
R$ 510, seja reajustado para um valor acima do mínimo.