Política
Publicado em 09/06/2017, às 11h29 Redação BNews
Durante a sessão realizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (8), os ministros decidiram, por 4 votos a 3, pela não inclusão das delações premiadas da Odebrecht na ação que pede a cassação da chapa Dilma Rousseff/Michel Temer por abuso de poder econômico e político. No entanto, nesta sexta (9), o relator do processo, ministro Herman Benjamin, ignorou a decisão dos colegas e mergulhou em detalhes contados pelos delatores da empreiteira e pelo casal de publicitários João Santana e Mônica Moura ao ler seu voto.
Como o assunto foi rejeitado por maioria, a tendência é que ministros críticos à inclusão do assunto no processo omitam os depoimentos das testemunhas na fundamentação dos seus votos.
Benjamin mencionou, por exemplo, sua análise feita de um e-mail de Marcelo Odebrecht enviado a Hilberto Mascarenhas na data de 25 de julho de 2014, quando informou: 'pode liberar 24 da conta pós-Itália par AA'". Segundo o relator, AA se refere a Alexandrino Alencar, então diretor da construtora, e 24 corresponde ao valor [R$ 24 milhões] informado como devido na compra de tempo de TV e de rádio dos partidos da coligação denunciada. Benjamin afirma que a palavra do delator coincide com a documentação apurada pela investigação.
Além da compra do tempo de TV, o ministro também falou sobre os repasses Odebrecht a partidos aliados da chapa. O magistrado lembrou o depoimento de João Santana, que definiu como um "verdadeiro leilão financeiro" a negociação de apoio de siglas em campanha eleitoral.
Todos os delatores citados pelo relator prestaram depoimentos no âmbito da Operação Lava Jato desde o ano passado, mas tiveram que repetir parte de suas afirmações à Justiça Eleitoral neste ano e esclarecer questões relativas ao financiamento da campanha eleitoral de 2014.
Classificação Indicativa: Livre
som poderoso
Som perfeito
Smartwatch top
Qualidade JBL
iPhone barato