
O vice-presidente, Michel Temer, foi escalado para amenizar o clima da bancada governista no Congresso Nacional. A relação anda tensa desde que pipocaram nos noticiários diversas denúncias de corrupção no primeiro escalão do governo Dilma Rousseff e a presidente passou o rodo e demitiu alguns dos acusados.
A crise iniciada na pasta dos Transportes, sob o comando do PR, já passou por pelo menos outros três ministérios – Agricultura, Cidades e Turismo – sendo que no último, 37 pessoas chegaram a ser presas. Incluindo o ex-deputado federal baiano, Colbert Martins (PMDB), solto ontem.
Na busca por melhorar o clima na base aliada e destravar a pauta de votação na Câmara e Senado, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou que está em elaboração o cronograma para a liberação dos recursos de emendas parlamentares. A medida, somada aos esforços do vice de Dilma, deve colocar “panos quentes” nas insatisfações.
Carvalho defende que o processo já estava previsto e em nada tem a ver com a crise. No entanto, a pressão do legislativo para liberação dos recursos, que era grande, ganhou mais força e o governo federal indicou que vai abrir a torneira. Contemplando assim, o anseio de muitos deputados e senadores que prometeram em suas bases e até agora não tinham como cumprir.
Bahia
Para a Bahia além das emendas individuais, que não foi possível mapear, o indicativo é de que cheguem 80 milhões de reais. De acordo com o coordenador da bancada baiana na Câmara Federal, Nelson Pelegrino (PT), dos R$ 80 mi, R$ 22mi devem serão utilizados para a reforma dos Ceasas Rio Vermelho e Paripe. Outros R$ 17mi para projetos de mobilidade urbana em Salvador, Simões Filho e Lauro de Freitas.
A passarela do estádio de Pituaçu, enfim, deve ser finalizada com os 7 milhões de reais esperados para ela, que estão inclusos nas emendas a serem liberadas neste cronograma do governo federal. Outra obra que se arrasta e também receberá verbas é a revitalização da feira de São Joaquim, para esta estão previstos R$ 30 milhões.
Pelegrino, que é vice-líder do governo na Casa Baixa de Brasília, adota o mesmo discurso do secretário-geral da presidência, ao afirmar que liberação de emendas é comum no segundo semestre do ano. “No primeiro é feita a contenção de despesas e a partir de julho é iniciada a liberação dos recursos”.
O petista ressaltou que os R$ 80 milhões são referentes a emendas de 2009, e que, portanto, devem ter os processos iniciados até setembro, sob pena de perder os recursos. Estas são aquelas emendas que venceriam em julho e que depois de muita discussão a presidente resolveu estender o prazo para setembro.
Segundo Pelegrino, em novembro deve começar a liberação das emendas de 2010, somente nas individuais aprovadas para Bahia, a previsão é de cerca de R$ 1 bilhão para realização de obras e projetos.
Foto: Antonio Cruz/ABr
Foto2: Edson Ruiz // Bocão News