Política

Emiliano José defende greve dos bancários

Imagem Emiliano José defende greve dos bancários

Para deputado, a luta da categoria extrapola a mera campanha salarial

Publicado em 28/09/2011, às 17h10        Redação Bocão News

Em seu pronunciamento na Câmara dos Deputados nesta terça-feira, 27, o deputado federal Emiliano José defendeu o movimento grevista dos bancários, que decretaram a paralisação das atividades em todo o Brasil nesta terça-feira.

Para Emiliano, a luta da categoria extrapola a mera campanha salarial e representa um exemplo de reivindicação por melhores condições de trabalho e respeito à saúde. “A greve dos bancários é uma evidente demonstração de força e organização, características que sempre marcaram esta que é uma das mais importantes categorias do país”, ressaltou o parlamentar.

Os bancários têm como uma das principais exigências a valorização do piso salarial. O salário de ingresso nas instituições financeiras no Brasil é menor do que em outros países da América Latina. No país, os trabalhadores ganham cerca de US$ 735,29, metade que o da Argentina (US$ 1.432,21) e muito menos que o do Uruguai (US$ 1.039).

O paradoxal desses números é que o Brasil responde por boa parte do lucro das instituições financeiras no mundo. A proposta da federação dos bancos, o aumento real de 0,56% não altera o quadro de defasagem que existe entre os bancários brasileiros e que reforça a desigualdade que existe no setor.

Ainda segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, de janeiro a agosto de 2011, o Brasil gerou mais de 1,8 milhão de novos postos de trabalho. Os bancos, setor campeão de lucratividade, responderam por apenas 1% deste total. Deste modo, a distância entre os mais pobres e os mais ricos nunca foi tão grande e a competição, nunca tão incentivada.

O parlamentar reiterou ainda que se solidariza com os bancários de todo o país e coloca seu mandato à disposição na luta de todos os trabalhadores por uma sociedade mais justa, com melhor distribuição de renda, desenvolvimento econômico mas, sobretudo, com justiça social.

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