Política

Taxistas consideram "imoral" alteração em projeto que limita Uber

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Segundo o presidente da CCJ, vereador Paulo Magalhães, a intenção é aprovar no dia 5 o parecer nas três comissões  |   Bnews - Divulgação Divulgação

Publicado em 29/10/2018, às 18h21   Henrique Brinco



Os taxistas soteropolitanos não estão nada satisfeitos com as emendas ao projeto que regulamenta o transporte por aplicativo na capital baiana, que tramita na Câmara de Salvador. Após uma reunião da Comissão de Constituição e Justiça, nesta segunda-feira (29), o vereador  Luiz Carlos Suíca (PT) atrasou a votação do parecer da vereadora Lorena Brandão (PSC) ao PL nº 258/18, do Executivo. Uma nova reunião está marcada para a próxima semana.

Taxistas presentes Casa legislativa reclamaram das alterações no projeto. "Nós somos a favor de regulamentar, mas respeitando a quantidade de carros. A gente não pode ter 7 mil taxistas e 30 mil uberistas", avalia Gilberto Silva, presidente da cooperativa dos taxistas de Salvador, ao BNews. "Achei imoral a proposta da vereadora Lorena Brandão de deixar o número de aplicativos sem limites".

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Atila Santana, representante dos uberistas, por sua vez, afirma que as mudanças são positivas. "Até então as emendas apresentadas pelos vereadores são favoráveis e importantes, porque contemplam os trabalhadores. É inadmissível que num momento como esse a prefeitura apresente um projeto que desemprega milhares de trabalhadores. Então nós estamos vendo esse movimento político de forma totalmente positiva".

 Em reunião conjunta da CCJ com as comissões de Finanças e Orçamento e Transporte,  foi lido o relatório com as emendas acatadas, e o voto em separado da vereadora Aladilce Souza (PCdoB). Segundo o presidente da CCJ, vereador Paulo Magalhães (PV), a intenção é aprovar no dia 5 o parecer nas três comissões, porque no dia 7 o projeto passa a sobrestar a pauta da Ordem do Dia. 

Lorena Brandão chamou atenção para o esforço feito pelos vereadores para que a regulamentação dos motoristas por aplicativo contemple também a equidade de direitos com os taxistas. Como exemplo citou o tempo de uso dos veículos que passa de cinco anos, conforme proposto no texto original, para oito anos nos dois sistemas.

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