Filho do presidente eleito Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro disse a O Antagonista que o filho de Paulo Marinho não teve nenhuma relação com a indicação do futuro chanceler, Ernesto Araújo. “O nome do Ernesto surgiu como indicação do Olavo de Carvalho, através do Filipe Martins, que me apoia nessas questões de política internacional”, afirma.
A escolha de Araújo, de 51 anos, um pregador contra o "marxismo cultural", mostra que, ao invés de uma escolha menos polêmica, que evitaria ainda mais rusgas com países cruciais como a China, principal parceiro comercial do Brasil, Bolsonaro optou por não abrir mão de alinhar o Brasil ao movimento global de ascensão da direita populista — em muitos lugares pela extrema direita — liderado por Trump. Um alinhamento que começou ainda antes de o capitão reformado do Exército ter sido eleito, quando seu filho, Eduardo Bolsonaro, visitou nos Estados Unidos o ex-estrategista do Republicano, Steve Bannon.