Política

Rui Costa garante que todas as categorias do serviço público tiveram promoção

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Ele disse que se tivesse dado reajuste linear, o déficit seria de R$ 6 bilhões  |   Bnews - Divulgação Divulgação SECOM

Publicado em 06/12/2018, às 16h51   Márcia Guimarães



Com diversas categorias do serviço público marcando paralisações para a próxima semana por conta do aumento da alíquota de contribuição previdenciária de 12% para 14% e pela ausência de reajuste salarial há mais de três anos, o governador Rui Costa (PT), em entrevista ao BNews, foi taxativo ao dizer que todas as classes tiveram promoção.

“A folha dos professores cresceu 42% nesses quatro anos. Só nestes dois últimos anos, os professores tiveram de elevação salarial 14%, mais o anuênio e o quinquênio que tiveram. Você olha a folha de janeiro de 2015 e a de novembro de 2018 e comprova que a variação foi de 42%. O IPCA e a inflação foram de 27,9%, ou seja, aí tem ganho real nesse período. Militar e civil variaram em 41% a folha nesses quatro anos. Quanto às outras categorias, todas tiveram promoção, o que não houve foi reajuste linear nos três anos porque senão aumentaríamos o buraco. Imagine se tivéssemos dado reajuste linear, o déficit seria de R$ 6 bilhões. O que nós estamos lutando é pra manter o sistema funcionando”, alegou o governador. 

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Sobre ser acusado pelo prefeito ACM Neto (DEM) de estelionato eleitoral, ele destacou que não quer debate com nenhum prefeito. “Não sou candidato a prefeito, acabei de ser eleito governador e quero governar. O que eu peço a todos os prefeitos é que me ajudem. Quem não puder ajudar, o máximo que eu posso pedir é que não me atrapalhe”, resumiu Rui Costa. 

Em coletiva na última segunda-feira (3), ele já tinha rebatido a oposição e garantido que abordou o problema do déficit previdenciário, não só durante a campanha, mas também em um encontro com o presidente Michel Temer (MDB). “Minhas entrevistas estão todas gravadas. Em todas eu afirmei, para quem quiser buscar nos arquivos, a gravidade do déficit previdenciário. Isso não só durante a campanha, teve inclusive num encontro com Temer, na primeira reunião com os 27 governadores para discutir medidas para o Brasil, meses após retirar a presidenta Dilma. Eu falei para ele: ‘Presidente, se você pautar o debate somente na previdência pública, eu  entro no debate porque eu acho que esta é a questão mais emergencial do país. No entanto, se você incluir na reforma a retirada de benefícios dos mais pobres, das pessoas de 70, 80 anos, trabalhadores rurais, dos centros urbanos, que ganham de aposentadoria um salário mínimo para sobreviver, não conte comigo’. E o projeto que ele enviou mexia completamente na aposentadoria dos mais pobres e é por isso que nos posicionamos contra e eu serei contra qualquer medida dessas”, contou o governador.

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