Política

Neto diz que não importa se Flávio Bolsonaro é presidente de partido ou não: “todos têm que ser investigados”

Adenilson Nunes/BNews
Neto se refere ao relatório do COAF, divulgado pela imprensa, que informou que o ex-assessor de Flávio, o policial militar Fabrício José Carlos de Queiroz teria movimentado R$ 1,2 milhão  |   Bnews - Divulgação Adenilson Nunes/BNews

Publicado em 11/12/2018, às 12h09   Tiago Di Araújo e Fernanda Chagas



Para o prefeito ACM Neto, que preside nacionalmente o DEM, não importa se o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) é presidente de partido ou não: “todos têm que ser investigados”. Flávio é filho do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL) e presidente nacional da sigla. 

Neto se refere ao relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), divulgado pela imprensa, que informou que o ex-assessor de Flávio, o policial militar, Fabrício José Carlos de Queiroz teria movimentado R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Uma das transações seria um cheque de R$ 24 mil destinado à futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro. O fato, inclusive, movimentou as bancadas do PT, PCdoB e PSOL que querem criar uma CPI na Câmara Federal. 

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 “Todos tem que ser investigados, todos tem que esclarecer. Eu não tenho conhecimento detalhado sobre o caso, mas as explicações precisam ser dadas e a expectativa é que qualquer cidadão possa se explicar”, conclamou, durante o anúncio da programação do Festival da Virada.

Já sobre a declaração do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) de que não apoia a reeleição do democrata Rodrigo Maia para Câmara, o prefeito disse que a bancada do partido ainda não se pronunciou sobre o assunto. 

“Ainda tem muita água para rolar debaixo dessa ponte. A eleição para a presidência da Câmara só acontecerá dia 1º de fevereiro, então nós temos aí, pelo menos, dois meses e tem muita coisa para acontecer. Não é hora de se precipitar, estimular o debate ou o enfrentamento pela imprensa”, minimizou. 

Sobre o apoio ao governo Bolsonaro, enfatizou que a decisão está mais próxima de ser tomada. “O próximo passo é a reunião do partido com Bolsonaro (nesta quarta (12) e daí a gente vai aprofundar essa agenda para tomar essa decisão que não vai demorar muito. Sairá no máximo até o meio de janeiro, o mês de fevereiro. E, óbvio, será coletiva, não apenas do presidente ACM Neto”, assegurou.  

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