Política

Vice-prefeito de Ilhéus acusa prefeito de cometer pedaladas fiscais

Reprodução / Site Prefeitura de Ilhéus
Em entrevista, José Nazal disse que falta transparência no governo, que segundo ele, é comandado pelo secretário de Administração  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Site Prefeitura de Ilhéus

Publicado em 23/01/2019, às 11h20   Adelia Felix



O vice-prefeito de Ilhéus, José Nazal Pacheco Soub (Rede), não tem poupado críticas e feito graves denúncias contra o prefeito Mário Alexandre Correa de Sousa (PSD), o Marão, desde o rompimento.

Em recente entrevista, José Nazal afirmou que a prefeitura é gerida pelo secretário de Administração Bento Lima. “O governo está mudando aquilo que foi combinado. [...] Hoje, o governo é comandado pela Secretaria de Administração. O prefeito de Ilhéus é o secretário Bento”, disse Nazal. As declarações foram concedidas ao programa O Tabuleiro, da rádio Ilhéus FM.

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“A Secretaria de Administração comanda todas as secretarias. Não tem um secretário de Ilhéus que não dependa da boa vontade do secretário Bento. Todos, sem exceção. É um aparelhamento absurdo do governo. A Secretaria da Fazenda não paga nada sem aval, salvo coisa muito miúda”, acrescenta.

O vice-prefeito revelou que chegou a se reunir com o gestor municipal. “Eu já disse, Mário, em vez de despachar de sua casa, venha despachar do gabinete. Encare os problemas de frente”, disparou e acrescentou que chegou a receber um convite do prefeito para assumir uma secretaria, mas recusou.

Também foi criticada pelo vice-prefeito a ausência de organização das finanças. “A prefeitura deve o cabelo da cabeça. Tem débito deixado pelo governo passado, e tem débito nosso, e muito. Não tem aluguel em dia. Tem gente com sete, oito meses de atraso. E, o município não faz levantamento dos prédios que tem para fazer uso. [...] O governo está vivendo de release e nota”, completa.

Nazal ainda acusou o atual gestor de cometer pedaladas fiscais. “Eu vou dizer uma coisa agora, e quero que me desmintam provando. Está tendo modificações de recursos de uma conta para outra, de fundo, inclusive, rubricado para poder pagar a conta para depois repor. Pedalada absoluta. Em setembro, faltavam R$ 6 milhões para Saúde, R$ 4 milhões para Educação, para cumprir as metas constitucionais. Eu não sei se conseguiram. Se conseguiram, vão apurar os extratos. Não está tendo transparência. Parece que é fim de governo. Você pode andar nu no gabinete. Não tem ninguém lá”, contou.

O BNews tentou contato com a prefeitura de Ilhéus, por meio da Secretaria de Comunicação, solicitou uma nota, mas até o fechamento da matéria, nenhum esclarecimento foi enviado.

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