Em entrevista do ex-ministro Geddel Vieira Lima com o músico Durval Lélys, eles falam sobre os velhos carnavais, música e carnaval “semi-privado”.Mas no final do quadro "Trocando uma Ideia", Durvalino sugere licitação de espaço público para festa em Salvador, como já acontece em outros estados. Trata-se dos famigerados carnavais fora de época no estilo indoor, onde as pessoas pagam para entrar. Grande exemplo disso é o Carnalfenas, em Minas Gerais.
“Hoje os clubes são os camarotes. Eu acho que o Carnaval de Salvador tem que ter de tudo, tem que ter o povo – de graça, o bloco – que são os fãs dos artistas tem que ter os camarotes – que são as pessoas mais privilegiadas, os que não querem ir na rua. Eu acho que o carnaval tem que ser democrático, e para ser democrático ele tem que ser alternativo e com opções”, disse Duval Lélys. Confira abaixo um trecho transcrito da entrevista:
Geddel - É viável dar uma mudada no carnaval de salvador? O que você faria para dar uma mudada?
Duval Lélys - Eu sou um grande incentivador do carnaval tradicional. Quando nós fomos para o carnaval institucional, a criação dos blocos, pegamos este matéria e incorporamos neste carnaval e que depois sufocou o carnaval do povo. Mas cabe a nós empresários saber dosar as suas apresentações.
Durval dá o polêmico exemplo: “se nós tivéssemos o circuito semi-privados, já que não há circuito privado com a participação do povo. Mas semi-privavos como é o caso da Barra – que tem o camarote, tem o bloco e o povo na rua” e questiona o apresentador Gedel com a pergunta – Gedel, por que não ter licitações de ruas?
O Peemidebista confirma gesticulando com a cabeça e responde – “Eu sei” e complementa – “seria uma parceira público-privada com a licitação pública em parceria com o artista que se responsabilizariam com a infraestrutura da praça ou rua onde aconteça a festa.
Acompanhe entrevista na íntegra.
Matéria publicada dia 26 de fevereiro 8h25