Política

Em entrevista, MBL admite culpa por polarização e fala em "paz e amor"

Vagner Souza/ Arquivo BNews

O coordenador nacional afirmou à Folha que o grupo se distancia de Bolsonaro

Publicado em 28/07/2019, às 12h16    Vagner Souza/ Arquivo BNews    Redação BNews

O Movimento Brasil Livre (MBL) pretende mudar a forma que tem utilizado nos últimos anos para fazer política. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, publicada neste domingo (28), o coordenador nacional do grupo, Renan Santos, admitiu culpa na polarização política e disse que o movimento quer "paz e amor".

Em uma das primeiras perguntas, Renan reflete afirmando que o MBL deveria ter se posicionado fortemente contra a tese de intervenção militar. "O Olavo de Carvalho defendia a tese da intervenção militar, que invadissem o Congresso. Nós mesmos não nos importamos muito com isso na época. E aí entra o nosso erro. Trabalhamos a ideia de espetacularização da política, e isso funcionou para a gente enfrentar os inimigos", respondeu.

Segundo ele, era "gostoso" polarizar. "A gente espetacularizaria menos, simplificamos demais a linguagem política. A gente polarizou, e era fácil e gostoso polarizar", disse.

Em outro trecho da conversa, o coordenador nacional do movimento diz ter sido um erro apoiar a candidatura de João Doria ao governo de Sâo Paulo. "Erramos em apoiar [João] Doria. Erramos em endossar Bolsonaro no segundo turno. Mas também não havia o que fazer. Se o PT chegasse ao poder, a gente teria guerra civil", afirmou.

A postura incisiva do MBL lhes rendeu a perda de 400 mil seguidores em diversas redes sociais, pouco menos de 10% do seu público.

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