Política
Publicado em 21/10/2019, às 15h09 Marcio Smith e Juliana Nobre
A crise interna do PSL, que teve início a praticamente duas semanas, pode caminhar para um fim pacífico. O deputado federal Eduardo Bolsonaro não confirmou sua cadeira na liderança do partido. Em entrevista ao jornal Estadão, o filho do presidente disse que não sabe se a lista que contém seu nome é a válida. No entanto, nesta segunda-feira (21), a Secretaria-Geral da Mesa (SGM) da Câmara Federal confirmou o deputado como novo líder do PSL.
Já em conversa com o BNews, na tarde de hoje, a deputada federal Alê Silva (PSL-MG), confirmou a existência de negociações de paz entre as dois grupos formados dentro da sigla. Segundo ela, a ala bivarista apresentou a possibilidade de um nome neutro para compor a liderança. Um nome que agrade aos dois lados. "Houve uma proposta da ala bivarista de indicar como líder do partido na Câmara, alguém mais neutro que o Waldir [Delegado Waldir (PSL-GO)]. De toda forma, o Waldir sairia e eles indicariam outro nome, mas ainda não falaram quem seria esse nome. Por conta das trairagens, ainda não estamos confiando muito", declarou Alê.
Desde a última quarta-feira (16), a guerra de listas que dividiu o PSL teve início. O então líder da bancada Delegado Waldir afirmou que iria “implodir” o governo, mas foi criticado por tentar “manipular” as listas. Neste contexto, a deputada Alê Silva afirmou que continua a guerra de listas. “Não há uma regra clara a essa questão de apresentação de listas para trocar o líder do partido, vai vencer quem tiver o maior número de listas guardadas e vai ser assim, ele apresenta a dele, nós apresentamos a nossa, ele apresenta uma e a gente outra. Azar de quem fez menos listas”.
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