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Em entrevista à Folha de São Paulo, o governador Jaques Wagner (PT) ridicularizou a recente denúncia de que o ministro das Cidades, Mario Negromonte (PP), teria usado a sua influência para favorecer aliados na Festa do Bode, em Paulo Afonso.
“Aquele negócio da Festa do Bode é “pequeninho”. Todo mundo que faz uma festa, um São João, por exemplo, e pede patrocínio. Ai, o cara coloca um cartaz dizendo: agradecemos ao ministro Negromonte e ao deputado fulano de tal (pelo apoio). Daí, a achar que isso tudo foi engendrado é
achar que o cara é muito pequeno. Acho que isso tudo é muito fraco”.
Sobre o suposto laudo “fraudado” para a escolha de um modal de transporte em Mato Grosso, o governador baiano afirma que é preciso investigar. No entanto, Wagner afirma que no caso baiano, quem determinou a opção pelo metrô foi ele mesmo.
“Quem pediu para ser metro (na Bahia) fui eu. Porque achava que o outro duraria pouco tempo. O sistema (linhas exclusivas para ônibus – BRT), devido ao volume de tráfego que já existe em Salvador, duraria pouco tempo. Eu convenci a presidente. Consegui mais dinheiro. Não estou falando do caso do Mato Grosso, estou falando da Bahia. (Aqui)Não teve licitação feita, não teve empenho nenhum. Ai já vem uma suposição que saiu de BRT para metro para que tivesse alguma coisa escusa. Por que?”, questiona.
O governador diz ainda que não é modal que define se vai haver ou não desvio da conduta. De acordo com ele, tanto o metro quanto o BRT será construído por uma empreiteira e tem que adquirir equipamentos. Podendo, portanto, acontecer qualquer tipo de manobra independente da escolha.