Política

Wagner justifica discurso de Lula e evita comparação com Bolsonaro: "Os tamanhos são muito diferentes"

Vagner Souza/ BNews
Senador diz que ex-presidente não tinha como deixar a prisão após 580 dias "falando de flores", mas que não irá viver de "polarização"  |   Bnews - Divulgação Vagner Souza/ BNews

Publicado em 14/11/2019, às 12h40   Luiz Felipe Fernandez



Presente em reunião da executiva nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) na manhã desta quinta-feira (14), no Wish Hotel, no Campo Grande, o senador Jaques Wagner defendeu que aqueles que apoiaram a soltura de Lula, não fizeram para ele "brigar com o rapaz lá", sem citar claramente o presidente da República Jair Bolsonaro.

"Eu acho que o povo, seja na vigília ou orações, quer ele aqui fora pra resolver problemas, não pra brigar com o rapaz lá. Até porque os tamanhos são muito diferentes, ele não merece isso", disparou.

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Homem de confiança do ex-presidente, Wagner discordou do ataque ao discurso de Lula logo após a sua saída da prisão, no último dia 8 de novembro. O senador afirma que não se deve "medir a caminhada" do líder petista pelo calor da sua fala, que refletiu a emoção de alguém que ficou 580 dias encarcerado.

"É natural, pedir pra alguém que ficou 580 dias preso injustamente que saia falando de flores? Óbvio que não. Mas acho também que medir a caminhada dele pela fala na saída é um equívoco. Não posso dizer qual é o caminho, mas não vejo muitos [...] Ele aprofundou a relação com aqueles que ficaram ao lado dele durante os 580 dias, ele é devedor, tem gratidão, mas não vai mudar a logica de fazer politica", analisa o senador.

O governador da Bahia entre 2007 e 2016 ressalta que, mesmo contra a vontade de muitos, Lula não irá alimentar a "polarização" política do país. O petista enalteceu o poder de conciliação do ex-presidente e alegou que não é da sua "cabeça" ficar "destilando ódio".

Wagner falou sobre a formçaõ de uma aliança contra o governo Bolsonaro, formado por uma frente que defenda a "área social", que segundo ele, tem sido amplamente atacada pelo atual presidente e sua equipe. O senador afirmou que este é a primeira vez em que um governo brasileira declara abertamente seus adversários, que neste caso seriam "funcionários públicos, trabalhadores de carteira assinada e previdência social".

Sobrou também para o ministro da Economia Paulo Guedes, definido pelo Galego como um "liberal radical conservadorista", que não tem feito bem para o país.

"Ele está detonando o país para fazer caixa [...] Pode começar a queimar as reservas que a gente acumulou, 380 bilhões", disse o senador, em referência ao fundo do Banco Central.

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