Política
Publicado em 07/12/2019, às 16h03 Luiz Felipe Fernandez
Um dos fundadores do Partido Novo, o cientista político Christian Lohbauer, vice de João Amoedo nas eleições presidenciais do ano passado e co-fundador do Partido Novo, falou com o BNews sobre as pretensões do partido na capital e no estado. Presente no encontro municipal neste sábado (4), ele defendeu a candidatura própria da legenda e reconheceu a impossibilidade de um eventual apoio ao PT no segundo turno.
"Acho que vai ter sim um nome do partido Novo para prefeito de Salvador e certamente alguns nomes para vereadores.", avalia.
"Não posso adiantar agora, mas posso falar com muita franqueza: a gente não se alinha e tem grande dificuldade de aceitar a agenda do PT. É uma questão binária, não teriamos nenhuma condição de se alinhar, nenhuma empatia ao que se faz e ao que se fez", dispara o cientista político, que não deixa de reconhecer a "força" de Rui na Bahia.
Lohbauer lembra que o Novo viveu situação semelhante em 2016, nas eleições municipais no Rio de Janeiro, quando decidiu pelo apoio à Crivella (Republicanos), que disputou o pleito com Marcelo Freixo (PSOL).
"Assim como a gente teve que optar em 2016 entre Crivella e Freixo, uma decisão dificílima - aliás, pra muito dos cariocas - a gente teve que se manifestar que preferia o Crivella, apesar de achá-lo um candidato muito ruim", admitiu.
Em 2018, o apelo foi ainda maior. Segundo ele, desde o primeiro turno, o partido já foi cobrado por um posicionamento entre Jair Bolsonaro, então candidato do PSL, e Fernando Haddad (PT). No segundo turno, o próprio João Amoedo confessou o seu voto "contra o PT", mas defendeu a "independência" da sigla, o que é defendido também por Lohbauer.
Para ele, a Bahia tem as suas particularidades, e a movimentação para o pleito municipal é de fundamental importância para construir uma relação com o estado. Desde 2011, ano de fundação da legenda, reconhece que teve "muita dificuldade" em implementar as ideias do Novo, principalmente com o "jeito" que o "grupo pensa".
Para ele, a Bahia tem um cenário "muito particular" e onde a legenda encontrou dificuldades para se adequar ao ambiente político.
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