Política

Co-fundador do Novo quer candidato próprio em Salvador e rechaça apoio ao PT: "Nenhuma empatia"

Roberto Viana/ BNews
Christian Lohbauer, vice de Amoedo nas eleições, não quis se antecipar sobre eventual disputa no 2° turno  |   Bnews - Divulgação Roberto Viana/ BNews

Publicado em 07/12/2019, às 16h03   Luiz Felipe Fernandez



Um dos fundadores do Partido Novo, o cientista político Christian Lohbauer, vice de João Amoedo nas eleições presidenciais do ano passado e co-fundador do Partido Novo, falou com o BNews sobre as pretensões do partido na capital e no estado. Presente no encontro municipal neste sábado (4), ele defendeu a candidatura própria da legenda e reconheceu a impossibilidade de um eventual apoio ao PT no segundo turno.

"Acho que vai ter sim um nome do partido Novo para prefeito de Salvador e certamente alguns nomes para vereadores.", avalia.

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"Não posso adiantar agora, mas posso falar com muita franqueza: a gente não se alinha e tem grande dificuldade de aceitar a agenda do PT. É uma questão binária, não teriamos nenhuma condição de se alinhar, nenhuma empatia ao que se faz e ao que se fez", dispara o cientista político, que não deixa de reconhecer a "força" de Rui na Bahia.

Lohbauer lembra que o Novo viveu situação semelhante em 2016, nas eleições municipais no Rio de Janeiro, quando decidiu pelo apoio à Crivella (Republicanos), que disputou o pleito com Marcelo Freixo (PSOL). 

"Assim como a gente teve que optar em 2016 entre Crivella e Freixo, uma decisão dificílima - aliás, pra muito dos cariocas - a gente teve que se manifestar que preferia o Crivella, apesar de achá-lo um candidato muito ruim", admitiu.

Em 2018, o apelo foi ainda maior. Segundo ele, desde o primeiro turno, o partido já foi cobrado por um posicionamento entre Jair Bolsonaro, então candidato do PSL, e Fernando Haddad (PT). No segundo turno, o próprio João Amoedo confessou o seu voto "contra o PT", mas defendeu a "independência" da sigla, o que é defendido também por Lohbauer.

Para ele, a Bahia tem as suas particularidades, e a movimentação para o pleito municipal é de fundamental importância para construir uma relação com o estado. Desde 2011, ano de fundação da legenda, reconhece que teve "muita dificuldade" em implementar as ideias do Novo, principalmente com o "jeito" que o "grupo pensa".

Para ele, a Bahia tem um cenário "muito particular" e onde a legenda encontrou dificuldades para se adequar ao ambiente político.

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