Política

Rui cobra independência e diz que PF está a serviço do povo e não do "governante de plantão"

Fernando Vivas/GOVBA
Não existe democracia sem uma PF independente e forte  |   Bnews - Divulgação Fernando Vivas/GOVBA

Publicado em 29/04/2020, às 16h15   Redação BNews



O governador da Bahia, Rui Costa (PT) subiu o tom contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), durante entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira (29), e cobrou a independência da Polícia Federal (PF) como fortalecedor da democracia no Brasil. 

"Não existe democracia sem uma Justiça forte, não existe democracia sem um Ministério Público (MP) forte e não existe democracia sem uma PF independente e forte, tendo capacidade de apurar os crimes que aconteçam no país", afirmou Rui.

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O petista ressaltou que as instituições estão a serviço do povo e não do "governante de plantão". 

"O que nós esperamos é que a democracia brasileira seja fortalecida, como é em outras nações. Onde as instituições de Estado, a Justiça, o Ministério Público e a Polícia Federal não estão a serviço do governo de plantão, seja ele de esquerda, de centro ou de direita. Essas instituições têm que estar ao lado do povo, independente do governante de plantão, o que tem que ser respeitado é a Constituição brasileira. Justiça, MP e PF não foram feitas para perseguir adversários políticos e/ou proteger aliados políticos ou familiares do presidente", declarou. 

Rui usou fala ponderada ao comentar a suspensão da nomeação de Alexandre Ramagem para o cargo de diretor-geral da PF, publicada em edição extra do Diário Oficial da União, na tarde desta quarta. 

"Foi uma decisão cumprindo a decisão judicial [decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes que havia suspendido a nomeação]. Sobre essa questão de ministros e ministérios, eu tenho evitado opinar. Eu acho que é dado o direito a quem se elegeu de escolher seus assessores, eu não comento saída ou manutenção de ministros. É um direito de quem foi eleito nomear seus assessores. Portanto, cabe ao presidente nomear e, eventualmente, a Justiça que julga como adequada ou não a nomeação", comentou o petista.

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