Política

CNJ vai manter investigação

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A decisão de Ivan Sartori correrá paralelamente à investigação comandada por Eliana Calmon   |   Bnews - Divulgação

Publicado em 04/01/2012, às 09h51   Redação Bocão News



O novo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivan Sartori, decidiu apurar supostos pagamentos antecipados a 
um pequeno grupo de desembargadores não deve interferir na investigação iniciada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 
Todos os dados da folha de pagamentos do TJ já foram repassados para a Corregedoria Nacional de Justiça. A apuração interna aberta prometida por Sartori correrá paralelamente à investigação comandada pela corregedora Nacional, ministra Eliana Calmon. 
A investigação do CNJ, que desencadeou a crise no Judiciário, só estará prejudicada se o Supremo Tribunal Federal 
(STF) entender que houve violação do sigilo fiscal de magistrados durante a investigação feita pela ministra Eliana 
Calmon ou se limitar a atuação do Conselho a revisar processos abertos pelas corregedorias dos tribunais locais.

Neste último caso, o STF poderia pronunciar que o CNJ não poderia ter aberto por conta própria essa investigação. Mas isso só será decidido quando o Supremo voltar do recesso, no início de fevereiro. 
Conforme informações preliminares, 17 desembargadores receberam de uma só vez aproximadamente R$ 1 milhão referente ao pagamento atrasado de auxílio-moradia. Os demais desembargadores, ao contrário, recebem parceladamente o benefício.
Apoio - A população está demonstrando que está do lado da ministra Eliana Calmon, corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na guerra deflagrada no mundo dos “togados”. A corregedora tem recebido apoio da população e uma das provas disso está no site Petição Pública. Já são sete os abaixo assinados eletrônicos em apoio à jurista baiana. Cada um deles acumula milhares de assinaturas de todo país. As petições têm nomes diferentes. “Em defesa do CNJ e da corregedora Ministra Eliana Calmon”, “Apoio incondicional a Ministra Eliana Calmon”, “Liberta Brasil”, entre outros. Todos, no entanto, evocam a mesma vontade de dar força à mulher que está se transformando em um símbolo de outra guerra, que a população quer deflagrada, contra a corrupção no país.

Foto: Gilberto Junior // Bocão News

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