Política

Marcelo Nilo quer continuar, mas

Imagem Marcelo Nilo quer continuar, mas
Donos da maior bancada na Assembleia Legislativa petistas querem protagonismo  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 10/11/2010, às 22h07   Luiz Fernando Lima



A despeito das pilhas de projetos à espera de apreciação na Assembleia Legislativa da Bahia, os parlamentares continuam se articulando para decidir quem serão os indicados para presidência da Casa.

De um lado o atual presidente, que já cumpre o seu segundo mandato como chefe do Legislativo, Marcelo Nilo (PDT), apresenta sua candidatura endossada tanto pelo resultado nas urnas, das quais saiu como o deputado mais votado ao conquistar mais de 139 mil votos, quanto pelo papel que desempenhou na campanha do governador reeleito Jaques Wagner (PT).

Nílo não esconde de ninguém que quer continuar no cargo, e já iniciou, há muito, as costuras políticas para reunir as forças necessárias que o levariam a um terceiro mandato como presidente do Legislativo. "Todos os 63 parlamentares tem condições de assumir a presidência. Aquele que reunir as melhores condições para conseguir os 32 votos, com certeza ganhará o cargo. Estou aqui há 20 anos, e sei que  todo início de mandato aparecem os candidatos, isso é normal. Aquele que tiver as melhores condições será o presidente", disse.

Legalmente o parlamentar pedetista pode concorrer e continuar à frente do Legislativo baiano, já que em 2000, uma alteração na Constituição estadual abriu as portas para que isto acontecesse. Contudo, se confirmada a nova reeleição de Nilo, esta será a primeira vez que um parlamentar baiano ficará sentado no centro da mesa alta pela terceira vez consecutiva.

Mas se depender dos pares isto não vai acontecer. Muitos já se declararam avessos a esta possibilidade, dentre eles, alguns do Partido dos Trabalhadores, que até então apoiaram as duas candidaturas do pedetista, seguindo determinação do governador.

Na manhã desta terça-feira (9), a bancada atual do PT, se reuniu no gabinete do líder do governo, Waldenor Pereira, que foi eleito para a Câmara Federal.  Na pauta, estava o planejamento das ações para que a legenda assuma ou retome o “protagonismo” na próxima legislatura. A afirmação é do deputado estadual reeleito Zé Neto.

De acordo com o parlamentar de Feira de Santana, o encontro serviu para que o grupo de deputados da legenda iniciasse o planejamento de ações. “Acho o debate sobre a presidência prematuro. Temos que decidir quais os rumos que queremos tomar daqui para frente. Precisamos definir isto para levar até o governador. A bancada tem lideranças que podem assumir, mas não definimos nenhum nome ainda".

Questionado sobre as declarações atribuídas à Paulo Rangel (PT) de que este já teria colocado seu nome na corrida pela mesa alta do Parlamento estadual, Zé Neto disse apenas que não há definição. Sobre a possibilidade do próprio feirense, que também teve o nome cogitado. “Não tenho estômago para isso”, se esquivou.

Fato é, existe um acordo tácito antigo de que a maior bancada assume a presidência. Na Câmara Federal e no Senado isto acontece com mais frequência, mas, por aqui, não vale a regra. Mesmo assim, Marcelo Nilo vai precisar transpor outra pedra em seu caminho: o presidente estadual do PT, Jonas Paulo, que em entrevista a Zé Eduardo, na Rádio Sociedade, deixou claro que o melhor para Assembleia Legislativa é a rotatividade. Sendo assim o pedetista seria carta fora do baralho.

Classificação Indicativa: Livre

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