Publicado em 20/01/2012, às 13h24 Luiz Fernando Lima
Há algum tempo a prestação de serviços públicos de Salvador vem sendo criticada por cidadãos e empresários. Os servidores frequentemente paralisam suas atividades também por falta de atendimento a contento do Executivo municipal. (link Transalvador)
O prefeito João Henrique (PP) escolheu, durante os sete anos que esteve à frente do Palácio Thomé de Souza, ter um administração flutuante, na qual secretários são nomeados e destituídos a depender do sopro dos ventos da Baía de Todos-os-Santos.
A opção levou à descontinuidade e à falta de concretização de diversos programas apresentados. Dentre outros reclamantes, a mais recente manifestação veio do trade Turístico da cidade, que em pleno verão, sentido os efeitos e prejuízos no bolso, enviou uma carta aberta à prefeitura como mecanismo para cobrar mais atenção ao seguimento.
De acordo com o publicado pelo jornalista Biaggio Talento, na coluna Tempo Presente, de A Tarde, diretores de 15 entidades representativas do setor afirmam que “todos os prazos de tolerância capazes de resistir à necessidade de uma afirmação incisiva, com respeito ao estado em que se encontra a cidade do Salvador foram ultrapassados”.
O colunista continua o texto afirmando que os diretores reclamam que as promessas não são cumpridas e que as melhorias não saem do discurso vazio. Exemplificam apresentando necessidades globais de pontos centrais da cidade que, segundo eles, estão, aos olhos de todos, sendo deteriorados por falta de políticas públicas.
Os sete pontos mágicos da cidade, como ficaram conhecidos, são apontados como principais exemplos de como a cidade está abandonada. São eles: Parque do Abaeté, Farol da Barra, Complexo do Contorno/Comércio, Península de Itapagipe, Centro Histórico, Dique do Tororó e Baía de Todos-os-Santos.
Em resposta à Carta Aberta do trade, o secretário de Serviços Públicos (Sesp), Marcelo Abreu adotou um discurso que tem sentido, mas não encerra a questão. De acordo com a nota oficial, Abreu afirmou que “as praias são entregues limpas todas as manhãs aos banhistas e turistas. Assim como fazemos uma revisão diária de toda a iluminação. Estamos prontos para receber os moradores e visitantes, mas enfrentamos o problema do vandalismo".
Na ausência do prefeito, que está em viagem oficial à Espanha, coube a Abreu apresentar os números. De acordo com ele, só no ano passado, a Prefeitura gastou R$ 3 milhões para recuperar a iluminação pública em consequência do vandalismo. "Cinco mil metros de cabos e fios são roubados a cada mês.
Ainda segundo os dados oficiais, uma papeleira de coleta de lixo dura em média apenas cinco dias em Salvador. Recentemente, a Prefeitura implantou iluminação cênica em diversos trechos da orla de Salvador.
Sobre as barracas de praia, o secretário da Sesp informou que elas foram derrubadas por determinação da Secretária de Patrimônio da União (SPU), do Governo Federal. "A Fundação Mário Leal apresentou um projeto à SPU, mas o órgão pediu uma revisão", finalizou Marcelo Abreu.
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