Política

Posicionamentos contra esquerda ajudaram Trump a vencer na Flórida

Twitter de Trump
Trump conquistou cerca de 47% do voto dos eleitores latino-americanos no estado, um aumento de 12 pontos em relação a 2016  |   Bnews - Divulgação Twitter de Trump

Publicado em 04/11/2020, às 08h17   Redação BNews



Com 51,25% dos votos válidos, o presidente dos EUA, Donald Trump, venceu na disputa com Joe Biden, que conseguiu 47,85%, na Flórida com o apoio de uma onda de eleitores de origem latino-americana. Essa vitória é um elemento crucial para o republicano. 

Um levantamento da consultoria Edison Research divulgada na noite de terça-feira ,3, mostrou que Trump conquistou cerca de 47% do voto dos eleitores latino-americanos no estado, alcançando um aumento de 12 pontos percentuais em relação ao seu desempenho na Flórida em 2016. Os eleitores desse perfil representam 19% do total no estado.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

Trump melhorou seus números principalmente na região de Miami, onde há pessoas de famílias cubanas ou venezuelanas que se identificam como antiesquerdistas. A campanha dos republicanos fez esforços para classificar o adversário, Joe Biden, como um político que fez pactos com a esquerda radical. A retórica de Trump contra a China também ajudou a convencer esses eleitores, diz Maiara Folly, do Instituto Igarapé ao G1.

“Em um primeiro momento, pode parecer estranho o apoio desse eleitor, dada a política hostil de Trump com os imigrantes, mas ele foi muito inteligente para atrair os latinos com a política para a América Latina: ele adotou postura muito agressiva com Cuba e Venezuela –não deu certo, esses dois países não têm mudanças de perspectiva em vista, mas o tom hostil agradou os eleitores”, afirmou ela ao site do grupo Globo.

“O secretário de Estado, Mike Pompeo, foi até ao Brasil para criticar a Venezuela, e isso é bem visto entre esses eleitores conservadores latinos”, lembrou a pesquisadora, que faz mestrado sobre migrações forçadas na Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)