Política

Líder do governo Rui na Assembleia diz que operação na SSP-BA "não diz respeito ao governo do estado"

Vagner Souza/Arquivo BNews

Rosemberg se posicionou após o deputado estadual Alan Sanches (DEM), vice-líder da bancada e Oposição na AL-BA, cobrar uma declaração do líder do governo

Publicado em 14/12/2020, às 16h26    Vagner Souza/Arquivo BNews    Pedro Vilas Boas

Líder do governo Rui Costa (PT) na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) afirmou que a operação que teve como alvo servidores da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) - incluindo o secretário - "não diz respeito ao governo do estado".

"Não diz respeito ao governo do estado, já aconteceu busca e apreensão em diversos locais, prefeitura de Salvador, secretaria de governo, secretarias de diversos municípios, não é por isso que temos que condenar o próprio gestor ou gestor do município ou estado", disse, durante sessão extraordinária realizada de forma virtual na tarde desta segunda-feira (14).

Rosemberg se posicionou após o deputado estadual Alan Sanches (DEM), vice-líder da bancada e Oposição na AL-BA, cobrar uma declaração do líder do governo. "A Justiça está analisando todas as questões e virá à tona depois o que realmente aconteceu. Quero é me solidarizar com as injustiças, não dá risada ou fazer comentário sobre prisão, busca, ou qualquer coisa", completou o petista.

A operação

A Polícia Federal cumpriu nesta manhã dois mandados de prisão temporária e um de prisão preventiva, além de 16 de busca e apreensão na Bahia. Entre os alvos estão desembargadores e servidores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), membro e servidores do Ministério Público do Estado da Bahia (MP/BA), servidores da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP-BA) e advogados. 

O secretário da Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, está entre os alvos da nova fase deflagrada da Operação Faroeste. Pela decisão do STJ, ele ficará afastado por um ano do cargo. 

A chefe de gabinete da SSP-BA, delegada Gabriela Macedo, também foi afastada. Os dois são suspeitos de "blindagem institucional".

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