Política

Neto ordena série de exonerações da cota pessoal de João Roma na prefeitura e cobra "prova de fidelidade"

Max Haack/Divulgação
Bnews - Divulgação Max Haack/Divulgação

Publicado em 14/02/2021, às 16h33   Pedro Vilas Boas


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As exonerações de cargos que fazem parte da cota pessoal do, agora, ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), na prefeitura de Salvador vão continuar. O BNews apurou que o ex-prefeito ACM Neto (DEM) tem cobrado também uma espécie de "prova de lealdade".

Uma fonte do BNews descartou, por exemplo, a exoneração do secretário municipal de Infraestrutura, Luiz Carlos, que também é presidente do Republicanos em Salvador. 

"O problema não é com o partido, é no foro pessoal. Mas as exonerações vão acontecer. Ele, realmente, ficou mal com esse negócio", disse essa fonte.

No sábado (13), o secretário de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro de Salvador, Luiz Galvão, foi exonerado do cargo. "O prefeito [Bruno Reis] me ligou, explicando os motivos e não tem nada o que questionar. Me disse que diante de toda essa conjuntura, infelizmente eu não poderia continuar na equipe", disse Galvão ao BNews.

Diferente da exoneração de Galvão, as outras devem ocorrer sem muito alarde, já que se tratam de indicações a cargos menores.

"Prova de fidelidade"

ACM Neto, que também é o presidente nacional do DEM, tem cobrado a alguns uma "prova de lealdade". Foi o caso do diretor da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Sósthenes Macêdo.

No mesmo dia que Luiz Galvão perdeu o cargo, Sósthenes fez questão de ressaltar sua fidelidade ao ex-prefeito de Salvador.

"Meu caminho continua sendo ao seu lado, ao lado da nossa maior liderança política, ao lado do povo da Bahia, por um futuro de desenvolvimento, prosperidade e justiça social", diz um trecho da nota divulgada pelo diretor da Codesal nas redes sociais.

Roma x Neto

O conflito entre João Roma e ACM Neto teve início após o deputado federal pela Bahia aceitar o convite para se tornar o novo ministro da Cidadania. Ele foi nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na sexta-feira (12).

A nomeação é uma derrota para o presidente do DEM porque fortalece o discurso de opositores de que o democrata é aliado de Bolsonaro.

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