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Relator de Tribunal Misto vota pelo impeachment de Wilson Witzel

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Witzel será afastado em definitivo caso sete dos dez membros do Tribunal Especial Misto o considerem culpado. O colegiado é composto por cinco deputados estaduais e cinco desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Publicado em 30/04/2021, às 14h21    Reprodução/Philippe Lima    Redação BNews

O relator do processo de impeachment do governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), o deputado estadual Waldeck Carneiro (PT) votou pela retirada definitiva do acusado do cargo nesta sexta-feira (30).

O parlamentar também defendeu que o governador afastado tenha os direitos políticos cassados por cinco anos. Em seu voto, Waldeck considerou Witzel culpado pelos crimes de responsabilidade ao qual é acusado.

Witzel será afastado em definitivo caso sete dos dez membros do Tribunal Especial Misto o considerem culpado. O colegiado é composto por cinco deputados estaduais e cinco desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

O governador afastado é acusado de envolvimento em fraude na contratação dos hospitais de campanha na pandemia e suposto favorecimento de um empresário ao anular a punição à organização social Unir Saúde por sua atuação na Secretaria de Saúde.

De acordo com informações do jornal Folha de São Paulo, Waldeck destacou o fato de Witzel ter confirmado que solicitou ao seu ex-secretário de Saúde Edmar Santos almoçar com o empresário Mário Peixoto. Santos se tornou delator e disse que ouviu um pedido para que a organização social Unir Saúde não fosse punida.

“O governador afastado afirmou [em depoimento ao tribunal] que exonerava secretários que tivessem relação com empresários. Acrescentou que essa era a norma da casa. Nesse caso, o próprio réu infringiu sua normativa, pedindo que seu secretário almoçasse com o empresário”, disse o relator.

Na avaliação dele, ainda que não haja a assinatura de Witzel no contrato para construção dos hospitais de campanha, é inverossímil que ele não soubesse do que se passava em sua gestão. As acusações do processo de impeachment foram feitas pelos deputados Luiz Paulo (Cidadania) e Lucinha (PSDB).

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