Política

Aconselhado por ACM Neto, Reis prega diplomacia ao justificar encontro com Bolsonaro em Brasília 

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Bnews - Divulgação Reprodução

Publicado em 04/06/2021, às 09h55   Nilson Marinho e Victor Pinto



O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), nesta sexta-feira (4), pregou diplomacia ao comentar o encontro, nesta semana, em Brasília, com o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) e o ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos). Até a estátua de Tomé de Souza na praça municipal sabe que o chefe do Executivo soteropolitano se coloca alinhado com o ex-prefeito ACM Neto (DEM), cuja postura frente ao presidente e o ministro é opositora. 

“Não estou preso a amarras ideológicas e políticas, podendo dialogar muito bem com o presidente da República e o governador. Queria construir as pontes para fazer nossa cidade avançar”, destacou. 

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Reis afirmou que a medida foi aconselhada por ACM Neto e descartou que o encontro venha impactar a eleição futura. “Estamos a 16 meses das eleições. Tem muita agua para passar debaixo dessa ponte. Eu disse que iria procurar todos (secretários estaduais, ministros, presidente) esse é meu papel como prefeito e, inclusive, para isso, contei com o conselho do prefeito ACM Neto: você tem que procurar todo mundo, seu papel é governar a cidade”

O político reforçou, após provocação do BNews, que a inciativa de gravar o vídeo foi sua. "Temos que entender qual é o papel de cada um. Não sou candidato a nada em 2022. Eu sou prefeito eleito de Salvador. Disse claramente isso. Acho que foi esse dos motivos que fui o prefeito mais votado do Brasil no primeiro turno. Mas Salvador não aceita ser subserviente a ninguém, com independência e autonomia eu iria dialogar com todos. Existe o presidente eleito, goste ou não goste, até 31 de dezembro de 2022. Vou quantas vezes for necessária", reforçou.

Na quarta-feira (2) o prefeito assinou a autorização para início da execução do trecho 2 do BRT da capital baiana. A ação teve a articulação de João Roma. Serão investidos R$ 215,2 milhões, com recursos do Orçamento Geral da União e contrapartida da prefeitura.

O encontro com Bolsonaro buscou viabilizar o encaminhamento ao Senado de um pedido de financiamento da prefeitura da capital baiana no valor de US$125 milhões, ou R$ 635 milhões. A operação de crédito deve ser realizada junto ao Banco Mundial.

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