
A disputa eleitoral em Madre de Deus esta quente. O resultado final ainda não saiu, mas as pesquisas de boca de urna apontam a candidata Carmen Gandarella (PT) como vencedora. O outro postulante, Janatan Silva (PCdoB), disparou diversas denúncias contra a petista. Logo após votar, Carmen, conversou com a reportagem do Bocão News e negou todas as acusações.
“Tenho certeza absoluta que nada disso aconteceu. Nossos advogados já estão à par. Entrarão com recursos e nós vamos pedir à Polícia Federal que investigue tudo”. A resposta de Carmen vai no sentido de que as acusações são parte do discurso de uma candidatura – a de Janatan – que foi derrotada.
Sobre a dificuldade de assumir uma prefeitura, desde que saia de fato vitoriosa das urnas, para cumprir apenas nove meses de mandato, Carmen afirmou que não vê problemas. “A gente já vai encontrar um governo que já tem um alicerce. Porque nestes últimos seis meses Madre de Deus saiu das trevas. Vamos dar continuidade ao trabalho do prefeito Jefferson Andrade, que hoje tem 92% de aprovação”.
Há cinco anos no PT, Carmen administrou Madre de Deus entre os anos de 1997 e 2005, como representante do extinto PFL. Apesar de ter construído sua história no grupo do ex-senador Antonio Carlos Magalhães, a candidata garante que não passou por grandes transformações ideológicas e que não mudou o jeito de pensar.
“A Carmen de ontem, de hoje, aos 63 anos de idade, e de amanhã será a mesma. Com o mesmo afinco, com a mesma determinação de fazer o crescimento desta cidade. Continuando e trabalhando 24 horas por dia se preciso for”.
A postulante não se furtou em responder a nenhuma pergunta da reportagem do Bocão News. Quando questionada sobre o atraso nas aulas das escolas municipais, o quê para seus adversários foi fruto de uma articulação política, Carmen, inicialmente jogou a peteca para o atual prefeito e aliado, Jefferson Andrade (PR), depois acusou a ex-prefeita cassada Eranita de Brito de ter “destruído”

“Esta é uma pergunta que vocês vão ter de fazer ao prefeito Jefferson Andrade. Porque se escolas ainda não iniciaram foi porque elas foram encontradas completamente destruídas. Então, foi necessário transformá-las para receber os alunos. Não apenas na parte de infraestrutura, como também da de carteiras, computadores e material didático”.
Entre os moradores da cidade que não estavam envolvidos diretamente com um grupo político ou com outro a máxima era de que a cidade estava sendo lesada pela realização da eleição suplementar. De acordo com estas pessoas, outro opção seria mais interessante e faria com a gestão municipal pudesse se concentrar em melhorar a vida dos cidadãos.
Para Carmen, esta máxima seria válida caso a ex-prefeita tivesse feito uma gestão mediana. “Se fosse uma administração média (a de Eranita) eu diria que teria prejudicado a cidade, mas como era uma administração péssima tenho certeza absoluta que foi importante mudar”, defendeu.
A petista garante que independente do resultado das urnas, ela vai voltar a disputar a eleição ainda este ano. O grupo de Carmen conta com 12 partidos no registro do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e mais com o PSD, do deputado federal José Carlos Araújo, que inclusive acompanhou a candidata na hora da votação. “Em outubro vou disputar outra vez. Até porque, teimosia não falta”, concluiu.
Fotos: Roberto Viana // Bocão News Matéria originalmente postada às 15h