Política

Miranda insinua que irmão gravou Bolsonaro e diz que, se fosse ele, 'faria isso'

Pedro França/Agência Senado
Deputado foi com familiar no gabinete do presidente para relatar irregularidades na compra de vacinas  |   Bnews - Divulgação Pedro França/Agência Senado

Publicado em 01/07/2021, às 07h00   Mônica Bergamo, Folha



A cúpula da Câmara dos Deputados, alinhada com o governo, ameaça levar o deputado Luis Miranda (DEM-DF) ao Conselho de Ética caso fique confirmado que ele gravou conversa com o presidente Jair Bolsonaro. Na terça (29), outro parlamentar, Daniel Silveira, foi afastado do cargo por dois meses por ter gravado uma reunião de seu próprio partido, o PSL.

Miranda diz que não gravou o presidente. Isso não quer dizer, no entanto, que a conversa dele com Bolsonaro não tenha sido registrada.

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“Eu não estava sozinho na sala”, afirma o parlamentar. “Estava com meu irmão [Luis Ricardo Fernandes Miranda, do Ministério da Saúde]. E não posso impedir que a pessoa ameaçada grave [uma conversa para se defender]”, diz o parlamentar.

Mas, afinal, o irmão gravou Bolsonaro? “Se fosse eu, gravaria”, responde Miranda —sem confirmar se isso de fato ocorreu.

Na semana passada, Miranda foi à CPI da Covid com seu irmão, o servidor Luis Ricardo Fernandes Miranda, para denunciar um esquema irregular na aquisição da vacina Covaxin pelo Ministério da Saúde.

Os dois levaram a crise para dentro do Palácio do Planalto ao revelar que informaram o presidente Jair Bolsonaro sobre a existência de um possível esquema para a importação do imunizante.​ E agora Bolsonaro está sendo denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por senadores por prevaricação.

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