Política

Os petistas negam, mas a largada para 2014 foi dada

Imagem Os petistas negam, mas a largada para 2014 foi dada
A disputa promete ser grande e Rui Costa e José Sérgio Gabrielli saem na frente  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 10/03/2012, às 07h01   Luiz Fernando Lima



Duas cerimônias de posse em pastas estratégicas do governo estadual movimentaram o cenário político na Bahia. O primeiro evento aconteceu no dia 5 de janeiro e marcou a entrada do deputado federal Rui Costa (PT) na Casa Civil. O segundo, desta sexta-feira (9), foi a substituição do secretário de Planejamento, Zezéu Ribeiro, pelo ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.

Ambas as posses ganharam contornos de ato político e foram prestigiados pelos principais quadros da aliança do governo estadual. De presidente de partido a pré-candidato á vereador em municípios distantes da capital, somando-se ainda empresários e presidentes de estatais, federações e afins.

Os dois chefes de pasta também inevitavelmente trouxeram para as rodas de discussão a sucessão estadual de 2014. Contudo, tanto um quanto o outro, além de o próprio governador Jaques Wagner e de outras lideranças partidárias se recusam a tratar as convocações como parte de uma estratégia que desemboca na eleição majoritária que vai acontecer no ano da Copa do Mundo.

Acontece que nos bastidores os dois secretários recém empossados são tratados como candidatos.  O primeiro, Rui Costa, é tido como o preferido do governador, enquanto o segundo, Gabrielli, tem ligações consolidada com o diretório nacional, principalmente, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. José Dirceu foi outro que veio prestigiar a nomeação do amigo José Sérgio.

O governador reconhece que a situação tem potencial para desencadear ciúmes em outros quadros petistas e de outros partidos. Por outro lado não fala claramente sobre o assunto. Para ele, o ciúme pode ser despertado. “As pessoas sempre se preocupam. Ele (Gabrielli) é um nome que ganhou dimensão nacional e internacional. Ele passou nove anos na direção da Petrobras é obvio que é um quadro qualificado”.

Questionado se a chegada de Gabrielli embaralha o cenário, Wagner foi taxativo. “Embaralha para quem tá jogando antes do tempo. Para mim não embaralha nada porque acho que não é hora de preparar 2014. Esta hora será em 2013. No segundo semestre de 2013. Agora, é gozado. Quando eu chamei Rui Costa para a Casa Civil a posse dele foi grande ai os caras disseram que parecia posse de governador, ai vem Gabrielli e novamente dizem o mesmo. Eu acho isso ótimo”.

O senador Walter Pinheiro, outro dos cogitados para a sucessão, também tratou o assunto da mesma maneira. Para ele, cada um tem o direito de expressar suas vontades da forma que achar mais adequada, mas não hora de colocar o time em campo com esta finalidade. “ Temos que fazer um excelente segundo mandato para depois pensarmos em 2014. Até para que cheguemos lá com a credibilidade necessária para manter o projeto como o melhor para a Bahia”.

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