Política

‘Não vejo Rui Costa aceitar o diálogo’, critica Tinoco sobre Carnaval de Salvador

Reprodução/ TV Câmara

O vereador diz que o petista não toma decisões em harmonia com as prefeituras e outras instâncias de poder

Publicado em 18/11/2021, às 16h41    Reprodução/ TV Câmara    Redação BNews

O vereador e presidente da Comissão Especial de Retomada dos Eventos de Salvador, Claudio Tinoco (DEM-União Brasil), comentou a fala do governador Rui Costa (PT) sobre a ausência da Polícia Militar em festas que desrespeitem o decreto estadual e promovam o Carnaval em cidades baianas. Tinoco diz que o petista não toma decisões em harmonia com as prefeituras e outras instâncias de poder.

“Vejo o prefeito Bruno Reis dizendo todos os dias que pediu reunião com o governador, que vai sentar com o governador, de preferência no final de novembro. Só que não vejo o governador Rui Costa aceitar esse tipo de diálogo. Tudo ele fala em pressão, que é questão empresarial. Não é. Coloque os rostos de quem vai estar nas ruas neste domingo fazendo manifestação e verá. Temos que quebrar esse tipo de preconceito que a festa traz”, afirmou Tinoco, em entrevista ao Balanço Geral nesta quinta-feira (18).

Ele citou que São Paulo anunciou seu Carnaval e conseguiu R$ 23 milhões em patrocínio de uma grande multinacional e os artistas baianos, que fazem questão de se apresentar na capital baiana, estarão na folia paulista. Tinoco reclama que, apesar de a decisão sobre a festa de rua da capital baiana ainda não ter sido definida, há diversos eventos fechados sendo anunciados e vendidos em Salvador.

O vereador teme que, se não houver Carnaval de Salvador em 2022, a festa acabe não resistindo nos próximos anos. Para cobrar uma decisão do governo do estado e abordar a questão dos riscos sanitários do evento, a comissão realizará na terça-feira (23), às 9h, no auditório da Câmara de Vereadores, uma audiência pública com representações de instituições de saúde. Dentre os nomes estão os secretários estadual e municipal de Saúde, Tereza Paim e Leo Prates.

“Se não há condições de realizar o Carnaval, que seja definido agora para que possamos criar um edital para artistas tocaram em lives e um auxilio, por exemplo, para cordeiros, catadores, recicladores. Existe uma necessidade de decisão”, concluiu.

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