Política

Bruno Reis vê candidatura de Moro "positiva", mas diz que partido pode liberar voto no 1° turno

Vagner Souza /BNews

Publicado em 24/11/2021, às 12h01    Vagner Souza /BNews    João Brandão e Luiz Felipe Fernandez

Prefeito de Salvador e um dos futuros vice-presidentes do União Brasil, partido que nasce da fusão do DEM e PSL, Bruno Reis (DEM) admitiu nesta quarta-feira (24) que vê a candidatura do ex-juiz Sergio Moro pelo Podemos à Presidência com bons olhos. "Vejo de forma positiva", diz.

No início de novembro, o antecessor de Bruno no Palácio Thomé de Souza e presidente do DEM, ACM Neto, se reuniu com Moro e o teor da conversa foi um possível apoio ao ex-juiz.

O futuro da relação do primeiro ministro da Justiça do governo Bolsonaro com a nova sigla, contudo, ainda não está clara. Bruno avisa que uma decisão oficial só deve ser tomada após o prazo filiações, que termina no início de abril. 

Se um dia o discurso foi de candidatura própria seja qual fosse o cenário, com Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde, despontando como possível nome, agora o partido admite inclusive "deixar os estados liberados" para votarem como quiserem no primeiro turno.

"Nós ainda precisamos ter a efetivação da formação do União Brasil por parte do TSE e após essa fase vamos nos reunir para definir se teremos candidatura própria, se iremos apoiar alguns dos nomes colocados ou se até mesmo se não reunirmos condições de achar um que represente nossos anseios no primeiro turno, deixar os estados liberados. Mas só vai acontecer após a formalização do partido e após os prazos de filiações", explica.

Segundo Bruno, Moro faz parte dos nomes que podem muito bem representar uma alternativa a Lula e Bolsonaro. Perguntado, o chefe do Executivo municipal respondeu que o ex-juiz é alguém que foge do "campo do extremismo".

"Estes nomes fora do extremismo vão ter que conversar e convergir. Fatalmente a partir de critérios objetivos, vamos construir essa unidade. Eu considero o ex-ministro fora do campo do extremismo. Hoje você tem o atual presidente que representa continuidade, o ex-presidente que representa o retorno ao passado, e nomes que estão gravitando no centro", afirmou Bruno, sem esclarecer se este "centro" se refere ao posicionamento político.

PL

Sobre a possibilidade de que com a filiação do presidente Jair Bolsonaro ao PL, o partido apoie a candidatura do ministro da Cidadania, João Roma, ao governo da Bahia e saia da base aliada do grupo do ex-prefeito ACM Neto, Reis disse que ainda há tempo para muita conversa e que a disputa faz parte do jogo político.

"Cabe a nós a capacidade de construir consensos, uma chapa que seja o desejo da população e de todos os integrantes do grupo", ressaltou, reforçando que "ainda" faltam 10 meses para o pleito.

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