O prefeito de Salvador, João Henrique (PP), se mostrou tranquilo e bem seguro na manhã desta terça-feira (3), quando questionado sobre o parecer das contas de sua gestão dos anos de 2010, no programa do Bocão, na Rádio Sociedade.
O relatório, rejeitado pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) no último dia 23, não parece ser motivo de preocupação para o prefeito. "Estou tranquilo. É apenas uma apreciação de contas que está dentro de um erro técnico", disse João Henrique, se apegando mais uma vez às mudanças gerais na lei de responsabilidade fiscal. "Por isso, são problemas técnicos que devem ser apreciados com muita sensatez e peço que os vereadores não levem em conta os ânimos políticos aflorados em anos de eleição", afirmou.
Aproveitando o espaço, João Henrique desabafou e disse que todos os problemas são sempre culpa da Prefeitura. "Colocam tudo no colo do prefeito. É díficil para o município e a gestão é muito mais complicada que o governo. Tudo é culpa nossa", lamentou o prefeito, tentando justificar alguns problemas levantados pelos ouvintes como segurança e sáude.
O parecer - Mesmo pressionado pelas exonerações de funcionários de sua indicação da Secretaria de Saúde da Prefeitura, o presidente do colegiado e relator da matéria, vereador Sandoval Guimarães (PMDB), emitiu parecer favorável à desaprovação das contas do Executivo municipal. “Diante do exposto, e considerando as observações extremamente pertinentes e fundamentadas na legislação vigente, somos favoráveis aprovação do Parecer Prévio nº
955/11, do TCM, relativo às contas da Prefeitura Municipal de Salvador do exercício financeiro de 2010”, conclui o relatório apresentado pela comissão.
O placar da votação, que durou mais de duas horas e foi realizada a portas fechadas, a pedido do próprio relator, no Centro de Cultura da casa, terminou em 6 votos pela rejeição e uma abstenção, do vereador Orlando Palhinha (PP), aliado de João Henrique e que chegou atrasado ao encontro e saiu sem dar entrevistas. Votaram com o relator todos os demais membros da comissão: Paulo Câmara (PSDB), Marta Rodrigues (PT), Olívia Santana (PCdoB), Heber Santana (PSC) e Alfredo Mangueira (PMDB).
A matéria segue agora para o Plenário da Câmara, onde ainda não tem data para ser apreciada. Para evitar a inelegibilidade por oito anos, o prefeito terá que contar com os votos - secretos - de 28 vereadores.
Foto: Edson Ruiz// Bocão News