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Em momento de arrumação de casa a distribuição de 37 ministérios passa por uma equação complicada de poder para atender não apenas os interesses de gestão, mas principalmente de partidos e vaidades políticas.
A presidente eleita Dilma Rousseff (PT), que já sinalizou a disposição de ter um governo técnico, vai ter que criar fórmulas capazes de contemplar a fome dos aliados que ajudaram na sua eleição, e começam a cobrar a fatura, e os interesses da governabilidade.
Cada partido quer uma fatia maior. O PMDB, por exemplo, já avisou que não abre mão dos seis ministérios e demais cargos que ocupa e até aceita trocar, desde que por outro do mesmo calibre. O PT também não. Por outro lado, muitos políticos não demonstram o mínimo constrangimento em se oferecer para fazer parte da equipe de governo.
É o caso, por exemplo, do ministro Carlos Luppi (PDT), do Trabalho, que já mandou o recado: se for convidado, permanece onde está. O deputado federal Mário Negromonte (PP) é outro que não perdeu a oportunidade de se colocar no cenário da disputa pela ocupação de um ministério da presidente eleita, sugerindo ter seu nome cogitado. Ele entraria na cota do partido, que detém hoje o Ministério das Cidades.
O também baiano Juca Ferreira não se manifestou sobre sua permanência no Ministério da Cultura. No entanto, um movimento “espontâneo” e solidário a Juca lançou um abaixo-assinado na internet para ser encaminhado à equipe de transição buscando mantê-lo no cargo.
Na avaliação do jornalista Levi Vasconcelos, na coluna Tempo Presente, do jornal A Tarde, deste domingo (21), o apelo é patético e sugere que Juca está só e não conta com o único apoio possível, o do governador Jaques Wagner.
A deputada Lídice da Mata (PSB), eleita senadora, também estaria “cotada” para o Ministério do Turismo.
Ainda de acordo com Levi, fora do “núcleo wagnerista, César Borges também está na fila para ocupar boa posição no governo, na cota do PR. Quer preferencialmente um ministério, mas se não der, um bom segundo escalão (Dnit ou algo do mesmo naipe), também cai bem. O PR, partido dele, tem hoje o Ministério dos Transportes, ocupado todo quase todo o tempo por Alfredo Nascimento que disputou o governo do Amazonas e perdeu".