Partido teme que investigações possam atingir Palácio do Planalto |
Publicado em 18/04/2012, às 06h05 Redação Bocão News
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Antes interessado na rápida instalação da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) de Carlinhos Cachoeira, o PT agora trabalha para adiar o início das investigações no Congresso.
O temor é de que as investigações possam atingir o Palácio do Planalto e integrantes do partido, trazendo novamente à tona o escândalo do mensalão, o que poderia provocar graves danos em ano eleitoral, ou colocando sob suspeita o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT).
De acordo com o jornal Folha de São Paulo, petistas querem esperar o retorno do presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), para tirar a comissão do papel. Sarney está internado no hospital Sírio-Libanês em São Paulo após ser submetido a uma angioplastia.
Com o adiamento, membros da base de apoio apostam que o interesse público nas investigações pode esfriar. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, em declaração no Rio de Janeiro, negou que a presidenta Dilma esteja insatisfeita com a criação da CPMI.
Nos bastidores, porém, o Palácio do Planalto tem atuado ativamente para escolher o relator e o presidente da CPMI. A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) tem mantido contato com integrantes da base para articular a composição da comissão. Entre os mais cotados para assumir a relatoria estão os parlamentares Paulo Teixeira (PT), Carlos Zaratini (PT), Henrique Fontana (PT) e Odair Cunha (PT).
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