Política

“São três milhões de baianos que precisam comer e beber água"

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Presidente da UPB, Luiz Caetano, faz apelo ao Governo Federal  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 14/05/2012, às 09h17   Caroline Gois




Fome, calor, terra, sede. Seca. Considerada a pior dos últimos 50 anos em alguns estados do Nordeste, a seca está provocando o caos em diversos municípios baianos. “O Governo Federal tem que atender com urgência esta emergência”, disse o prefeito de Camaçari e presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Luiz Caetano (PT).

Segundo ele,  R$ 2,7 bilhões já foram disponibilizados pela presidente Dilma, “mas este valor ainda não está disponível”. Caetano relatou ao apresentador Zé Eduardo, durante entrevista ao Programa do Bocão, na Rádio Sociedade, na manhã desta segunda-feira (14), que em visita à Chapada Diamantina, foi possível presenciar “um lugar de grandes belezas naturais, secando”.

Com 230 municípios já em estado de emergência, o presidente da UPB disse que a previsão é que chova em novembro. “Pode ser que isso não aconteça. E ainda podemos ter problemas em Feira de Santana com o Paraguaçu que está secando. Pode piorar”, ressaltou.

Em tom de apelo,  Luiz Caetano clamou pela ajuda da sociedade. “São três milhões de baianos que precisam comer e beber água. A seca mata aos poucos”, concluiu.

O Governo  e a seca

No programa semanal de rádio conversa com o governador desta terça-feira (8) Jaques Wagner fala sobre o pedido de recursos para combater os efeitos da seca na Bahia. Na última semana, os gestores dos estados nordestinos se reuniram para definir uma pauta de reivindicação ao governo federal.

“Essa é a minha prioridade, a prioridade da equipe de governo, essa seca que é a mais rigorosa dos últimos 50 anos, e realmente na quinta-feira nós assinamos dois convênios: um com o Ministério da Integração Nacional, que envolve aproximadamente mais R$ 50 milhões – 20 milhões para sistemas de abastecimento de água e em pequenos sistemas em municípios como Manoel Vitorino, Mirante, Bom Jesus da Serra, Sento Sé, Caculé e Licínio de Almeida, mais 16 milhões para a construção de 12 mil cisternas que realmente ajudam ao nosso povo a atravessar o período sem chuva, e mais 15 milhões para a construção de 360 barreiros em vários municípios, beneficiando em torno de 18 mil pessoas, e também com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, finalmente assinamos um convênio de R$ 25 milhões para a compra de mais máquinas, que ajudarão aos municípios a fazerem limpeza de barragens, construção de novas barragens para a recepção de chuva quando ela vier, e esse dinheiro, serão 35 motos niveladoras e mais 28 retro escavadeiras”
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Festa cancelada

Doze cidades baianas cancelaram os festejos juninos por conta da situação de seca, segundo informações da União dos Municípios da Bahia (UPB). 

As cidades que decidiram até agora não ter São João são Miguel Calmon, Barrocas, Tucano, Várzea do Poço, Nova Fátima, Tapiramutá, Caém, Mundo Novo, Serrolândia, Várzea Nova, Mirantes e Valente. 

Apesar da seca, em 7 de 11 cidades com festejos juninos tradicionais, o São João está garantido - ainda que em algumas delas com redução no número de dias de arrasta-pé. A estiagem enfrentada pelo estado é considerada a pior dos últimos 47 anos.
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