Política

"Sou negão", diz Márcio Marinho em lançamento de candidatura

Roberto Viana

Deputado ainda negocia nome de vice-prefeito

Publicado em 05/06/2012, às 07h40    Roberto Viana    Guilherme Vasconcelos (@gvasc)


“Não iremos compor com nenhuma candidatura que está posta. Não seremos vice de ninguém”. Assim, o deputado estadual e presidente municipal do PRB (Partido Republicano Brasileiro), Sidelvan Nóbrega, anunciou a pré-candidatura do deputado federal Márcio Marinho à prefeitura de Salvador durante entrevista coletiva realizada na tarde desta segunda-feira (04) no Hotel Fiesta.

Em evento esvaziado, Marinho, bispo ligado à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), garantiu, após fazer um breve diagnóstico da situação de Salvador, que, se eleito, governará para todos os segmentos da sociedade. “Queremos usar a força desse povo para tirar a cidade do buraco. Governarei para todos, brancos, negros, pobres, evangélicos e não evangélicos”.

Em uma tentativa de identificar-se com a população mais pobre da capital baiana, o pré-candidato falou de seu passado, de suas origens e disse que sua candidatura “terá a cara do povão de Salvador”. “Sou negão. Meu pai era pedreiro e minha era faxineira. A maior parte de nossa população é de gente simples. Sou a cara dessa cidade”, declarou.



Propostas – Na campanha, o republicano deve priorizar duas áreas: segurança e melhoria da gestão pública. No primeiro quesito, Marinho defendeu a ideia de armar e equipar a Guarda Municipal para que a instituição possa atuar em conjunto com as polícias Civil e Militar no combate ao crime.

Também prometeu aumentar a arrecadação da prefeitura e apertar o cerco contra a sonegação de impostos. Refutou, entretanto, o argumento de que o poder público municipal tenha poucos recursos para cumprir suas obrigações. “Temos R$ 700 milhões anuais para a saúde e R$ 900 milhões anuais para a educação. Dinheiro tem, falta aplicar bem”.

Disse ainda que tanto a campanha quanto uma eventual administração de seu partido serão marcadas pela transparência e pela participação popular. “Na nossa administração, a população será ouvida. Vamos incorporar as idéias do povo ao nosso plano de governo e a nossa gestão”.

Questionado se poderia acabar com o Carnaval por conta de sua filiação religiosa, Marinho, de maneira breve, assegurou que dará “todo o apoio possível para a manutenção” da festa. “Salvador é uma cidade turística, que vive de serviços. Temos o maior Carnaval do mundo”, afirmou.

Vice – O deputado federal revelou estar negociando com dois partidos para ocupar a vaga de vice-prefeito na sua chapa, mas não quis adiantar quais seriam as siglas envolvidas. Admitiu, no entanto, que o nome deve ser de algum empresário do meio evangélico. "Estamos buscando alguém que possa dar mais musculatura política a nossa candidatura, mas também temos que nos aproximar do empresariado", concluiu.

Foto: Roberto Viana
Nota originalmente publicada às 19h do dia 4


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