Política

Liderança do PMDB na Câmara racha bancada baiana

[Liderança do PMDB na Câmara racha bancada baiana]
15 de Janeiro de 2013 às 09:31 Por: Luiz Fernando Lima (twitter: @limaluizf)


 

O deputado federal Sandro Mabel (GO) veio a Salvador nesta segunda-feira (14) apresentar a plataforma de campanha para liderar a bancada do PMDB na Câmara Federal. Em almoço oferecido à imprensa, Mabel respondeu às críticas do presidente da legenda na Bahia, deputado Lúcio Vieira Lima, que apoia Eduardo Cunha (RJ) como nome para a sucessão de Henrique Eduardo.

Além de Lúcio
, Cunha tem o apoio de Colbert Martins. Mabel, por outro lado, conseguiu alinhar o discurso com Arthur Maia. A proporção de apoio, dois contra um, não se repete nos outros estados. De acordo com Mabel, atualmente ele já conta com 42 votos dos 78 parlamentares do partido. “Acredito que vamos chegar aos 49. Se confirmar, a vitória será no primeiro turno”, projeta. A eleição acontece no próximo dia 3 de fevereiro.

Outro candidato, Osmar Terra (RS), não conseguiu fazer a campanha projetar, mas Mabel acredita que terá o apoio deste também. Sobre as diferenças com Cunha e do processo, o parlamentar por Goiás garante que não haverá racha no partido, mas que acredita ser importante ter disputa. “Reconheço o trabalho dele (Cunha) na função que faz. É um cara muito trabalhador. Logicamente, acredito que sou mais preparado para a liderança porque já fui líder e tenho mais experiência de liderança”.

Mabel argumenta que o partido está num momento decisivo e que deve priorizar os deputados tendo o objetivo de reeleger todos. “No momento em que se muda uma liderança de sete anos como a do Henrique (será candidato à presidência da Casa), talvez precise de um líder com um pouco mais de experiência. Nós estamos nos dois últimos anos antes das eleições. Tem que ter mais cuidado com a bancada para poder trazê-la de volta e ampliar. Nós estamos discutindo as ideias. Acho natural esta discussão porque agrega e faz ter compromisso. Eleição, quando não tem disputa, não tem compromisso”.

Sobre a divergência com os irmãos Vieira Lima, Mabel preferiu contemporizar: “a questão da Bahia é ideológica, eles (Geddel e Lúcio) acreditam que Eduardo representa melhor o projeto deles. Na Bahia, eu tenho 33% dos votos na Bahia”.


Nota originalmente postada às 16h30 do dia 14
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