Política

Geddel Vieira Lima brinca com especulações sobre 2014

Imagem Geddel Vieira Lima brinca com especulações sobre 2014

"Se soubesse o que vai acontecer em 2014, montava uma tenda para fazer previsões”, diz a liderança

Publicado em 16/01/2013, às 15h58        Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)

Ele foi um opositor fervoroso de Wagner quando lançou a sua candidatura para o governo estadual em 2010. Mas, no plano federal, tem se articulado para manter a dupla PT-PMDB no Executivo. Ao menos por enquanto, sua postura é cautelosa. “Ainda é cedo para traçar essa engenharia”, admite Geddel Vieira Lima (PMDB).

O cenário político para o PMDB parece complicado, mas é fato que a sigla possui relação estreita com partidos de oposição, visto o DEM e o PSDB. “Fomos colocados nessa posição pelas urnas”, justifica o cacique. Entretanto, é válido ressaltar que o apoio prestado a ACM Neto (DEM) no segundo turno das eleições municipais não significa uma aliança no futuro. “O PMDB vai trabalhar e tem um projeto de lançar a candidatura própria. Acho que temos, sim, condições de liderar um projeto e, em 2013, vamos estreitar os laços com os partidos que estiverem na oposição ao governo. Em 2014 fazemos uma análise política e decidimos o que fazer”, diz Geddel.

No entanto, há quem estranhe essa relação de ser governo no plano federal e oposição no estadual. O ex-deputado João Almeida, por exemplo, afirma em entrevista para o jornal Tribuna da Bahia que “a oposição precisa juntar primeiro quem é oposição”. A afirmativa mostra que os tucanos não estão relativamente cômodos com uma aproximação entre a sigla e o PMDB, apesar de Geddel considerar o PSDB como peça do ‘tabuleiro’ em 2014. “Eu não posso negar que alimento esse desejo de ser candidato a governador. O PMDB tem a legítima ambição de ter candidatura própria. Mas eu não tenho ideia fixa em ser candidato. Quem tem ideia fixa é maluco e eu não sou maluco”, garante.

Sobre as possíveis especulações para 2014, sobra mesmo é bom humor. “Muita água ainda vai rolar. Se soubesse o que vai acontecer em 2014, montava uma tenda para fazer previsões”, brinca a liderança peemedebista. Mas apenas o bom humor que vai garantir a Geddel a certeza de tranquilidade com relação a “lua de mel” de Wagner e Neto. “Em político nada é impossível. Vejo alegremente o prefeito e o governador se entendendo com as gestões, mas não acho que isso resulte em aproximação política”, acredita. Já quanto a aproximação do PT e PSDB, que colocaria os peemdebistas em maus lençóis no plano estadual, Geddel é ainda mais cauteloso. “Isso nós vamos discutir no momento certo, que não é agora. O PMDB dá liberdade nos estados para fazer variações de apoio. Em 2010, por exemplo, Dilma (Rousseff) teve dois palanques na Bahia. Pode acontecer diferente também”, avalia.

Matéria originalmente publicada às 08h13 do dia 16/01. 

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