Política

Falta recurso para UPA funcionar em Guanambi, afirma prefeito

Imagem Falta recurso para UPA funcionar em Guanambi, afirma prefeito

Charles Fernandes conversou com Jorge Solla, que garantiu investimento, só não disse quando

Publicado em 24/01/2013, às 10h01        Luiz Fernando Lima (twitter: @limaluizf)


O prefeito de Guanambi, Charles Fernandes (PP), aproveitou a estádia em Salvador, quando veio participar da eleição da presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), para pedir a intervenção do secretário estadual da Saúde, Jorge Solla, no sentido de colocar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade para funcionar.

De acordo com o pepista, a estrutura física da unidade médica está pronta desde o início de 2012 e até agora, os equipamentos e investimentos do governo federal e estadual não chegaram. “Tive uma audiência com o secretário Jorge Solla e ele me garantiu que vai trabalhar para agilizar os equipamentos”.

No entanto, o chefe da pasta não estabeleceu um prazo para entregar a obra. Mesmo otimista com a primeira audiência em cinco anos – Charles foi reeleito no município – o prefeito ressalta que a existência de um grave problema em Guanambi que exige celeridade no processo.

“Hoje nós temos um problema gravíssimo em Guabambi. Temos um dos municípios com maior índice de dengue da Bahia. Estive no Hospital Regional e as pessoas estão em pé nos corredores. É preciso inaugurar esta UPA . O que quero é mostrar que a saúde está acima de qualquer questão partidária. O hospital atende a 33 municípios da região e a UPA poderia diminuir a carga”.

Na manhã de quarta-feira (23), durante a votação para a presidência da UPB, no CAB, não foram poucas as rodas de prefeitos com queixas parecidas. Na que Charles estava no momento em que a reportagem do Bocão News chegou a linha do discurso era de que “para a população não importa se é o governo do estado ou o federal que deve dar o dinheiro. Para o povo, o prefeito é que não construiu a UPA e pronto”.

Outro prefeito, que preferiu o anonimato por razões óbvias, afirmou que espera da nova gestão da UPB que faça além das lutas nacionais que estão em pauta, a conexão entre os administradores e os secretários do estado. “Independente de partido. Nós, prefeitos, precisamos dos recursos do governo e este não está sendo distribuído de forma democrática”.

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