Política

Atraso na minirreforma favorece outros partidos

[Atraso na minirreforma favorece outros partidos]
25 de Janeiro de 2013 às 19:07 Por: Luiz Fernando Lima (twitter: @limaluizf)
Enquanto o governador Jaques Wagner adia o anúncio das mudanças que serão promovidas na sua gestão, as especulações aumentam. A ansiedade de alguns se justifica por estarem sem cargos. Outros ficam mais tranquilos ante a possibilidade de migrarem dentro da administração.

Embora já tenha visto o nome correr entre os possíveis “titulares” a serem substituídos, e explicado a interlocutores que ouviu avaliações positivas de seu trabalho, o diretor presidente da Embasa Abelardo de Oliveira não deve permanecer no cargo. O que joga água na ideia do ex-presidente do sindicato é o fato de que o Cícero Monteiro, secretário de Desenvolvimento Urbano, está cotado para assumir o lugar.

As diversas denúncias contra a empresa de águas e a força política de seguimentos internos do PT interessados em 2014 são os ingredientes que colaboram para diminuir a possibilidade de Abelardo permanecer no cargo. Contudo, o assunto ainda não é tratado oficialmente e pode, como em outras ocasiões, sofrer reviravolta.

Na última quinta-feira (24), a informação sobre a saída de Abelardo chegou à reportagem do Bocão News através de uma fonte com trânsito dentro da gestão estadual. No mesmo dia, o deputado federal Afonso Florence, ex-secretário de Desenvolvimento Urbano, negou que tenha sido convidado por Wagner para voltar.

O parlamentar enumerou diversos quadros que poderiam ter a oportunidade de ocupar um cargo no Executivo estadual. Entre eles, Zé Neto, que lidera a bancada governista na Assembleia Legislativa,Yulo Oiticica, líder do partido na Casa também foi lembrado. Oiticica sempre tem o nome ventilado durante estes períodos de mudanças. Desta vez, nada ainda apareceu. Pode ser a surpresa.

Moema Gramacho, Luiz Caetano, Carlos Martins entre outros.

Atrás do tempo

A dificuldade na montagem do secretariado perpassa pelo assédio interno das lideranças que disputam a indicação em 2014. Dentro do PT se fala em uma costura para colocar quadros técnicos à frente das secretarias de execução para pavimentar a candidatura de José Sergio Gabrielli, a pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Por outro lado, o chefe da Casa Civil, Rui Costa, tomou para si a ações de combate aos efeitos negativos da seca. É uma forma de capitalizar, de forma legitima, os benefícios de operar soluções na ponta, leia-se, eleitorado.

O ex-prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, conseguiu eleger o sucessor no município e a sucessora na UPB. Ganha com isso interlocução com os prefeitos do estado. Os administradores municipais estão em uma situação calamitosa por falta de orçamento e perdas significativas em receitas.

A UPB vai travar as batalhas no plano federal para pressionar o Congresso e a presidência da República nas questões dos royalties, Lei de Responsabilidade Fiscal, repactuação federativa.

Quem ganha

Enquanto o PT mostra fissuras, o cavalo vai sendo selado para aliados de hoje. Otto Alencar é tido como força que não pode ser ignorada. Lídice da Mata depende de um cenário nacional comandado por Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente do PSB. Pode ser candidata.

Marcelo Nilo, presidente da Assembleia, tem semeado o terreno para conseguir vaga na majoritária, mas, a despeito de ter força no parlamento baiano, poucos são os que apostam na possibilidade de conseguir sucesso na empreitada.

Mario Negromonte e João Leão, caciques do PP, assistem ao teatro de arena, numa condição favorável. O partido fez prefeitos em municípios importantes e ocupa espaços estratégicos na gestão estadual. Um dos dois pode entrar, a depender do cenário, na chapa majoritária. A cabeça não é uma das possibilidades, mas a vice e o senado são possibilidade palpáveis.

O PT corre contra o tempo.

Postada às 10h07 do dia 25/01.

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