Política

Ferry Boat: Otto Alencar e Rita Tourinho marcam audiência

Imagem Ferry Boat: Otto Alencar e Rita Tourinho marcam audiência

Embarcações sucateadas e interrupção de serviços são constantes desde a intervenção da Agerba

Publicado em 26/01/2013, às 08h26        Luiz Fernando Lima (twitter: @limaluizf)

O secretário estadual de Infraestrutura, Otto Alencar (PSD), recebeu a promotora Rita Tourinho, Ministério Público Estadual (MPE), para discutir a situação do sistema ferry boat. Nesta sexta-feira (25), apenas duas embarcações estavam funcionando.

Em conversa com a reportagem do Bocão News, Otto revelou que a pedido da Seinfra e Agerba, através do diretor geral Eduardo Pessoa, a promotora aceitou realizar uma audiência pública no próximo dia 4 de fevereiro. A ideia é explicar para a sociedade a real situação do sistema.

“Não é segredo que a TWB deixou o sistema todo comprometido e sucateado. Estamos trabalhando intensamente para resolver o problema. Temos um ferry, o Pinheiro, todo reformado esperando que a empresa “classificadora” – que pode autorizar a volta da embarcação – venha a Salvador para colocarmos para funcionar novamente”.

De acordo com Otto, a empresa, que é certificada pela Marinha, tem sede no Rio de Janeiro e somente ela pode autorizar. “Era para estarmos com três funcionando neste momento. O problema é que tivemos que colocar as embarcações para rodar, sucateadas, durante o Natal e Réveillon, sem parar e isso prejudicou. Vamos continuar trabalhando para cumprir os prazos, mas as condições não são boas”.

Na próxima terça-feira (29), será publicado o edital de pré-qualificação para aquisição três novos ferrys. Segundo Otto, o processo todo vai demorar, mas as embarcações novas terão capacidade até três vezes maior que do Rio Paraguaçu, por exemplo. Serão comportados 200 carros e 1.2 mil passageiros.

“O governo estadual está sensível a questão. Entendeu que tem que subsidiar o sistema por se tratar de um meio de transporte de massa. Muita gente depende das embarcações”.

Sobre eventuais “deslizes” que poderiam ser cometidos do ponto de vista do cumprimento da lei, Otto foi taxativo: “desde que assumi a secretaria determinei que todas as ações da Agerba sejam levadas ao conhecimento prévio do MPE. Não tem segredo nem com a imprensa, tampouco com o Ministério Público, que é o fiscal da lei”.


Postada às 12h53 do dia 25 de janeiro

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