Política

Pinheiro evita falar sobre 2014 e é só elogios para o governador

Imagem Pinheiro evita falar sobre 2014 e é só elogios para o governador

Escorregadio, senador prefere não comentar próximas eleições nem minirreforma de Wagner

Publicado em 28/01/2013, às 08h14        Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)

Escorregadio feito sabão. Essa é a postura do senador Walter Pinheiro (PT), diante das últimas movimentações para 2014. Ele evita falar sobre os possíveis nomes que pretendem suceder o mandato de Jaques Wagner (PT) e também da provável minirreforma, assunto o qual o governador igualmente evita falar. “Eu acho que há uma dose excessiva de agonia disso. Porque eu acho que o grande desafio nosso em 2013 é contribuir para a continuidade do nosso grande governo no Estado, trabalhar para que a gente possa realizar todas as obras em conjunto inclusive com o governo federal. Então, essa deve ser a expectativa. É natural que na política as pessoas fiquem afobadas, adiantando, listando nomes, tentando antecipar um processo. Eu não quero participar desse jogo de antecipação. Eu tenho um mandato em 2013 a tocar. Responsabilidades, uma pauta intensa no Congresso Nacional e a Bahia vai precisar muito desse ano de 2013 para a gente poder executar todas as nossas obras”, afirmou ao Tribuna da Bahia.

O senador também mantém discrição quando a pauta é a sua candidatura ou inexistência dela. “Eu diria a você que hoje a candidatura que a gente tem é a candidatura a trabalho. Tem um governador no cargo. Ele na minha opinião deve ser o condutor do processo da discussão da sua sucessão. Não agora. O governador tem inclusive que governar 2013. Portanto, a definição sobre a candidatura ou não, essas coisas devem ser feitas um pouquinho mais adiante”, acredita o senador, que mantém a linha discreta, sobre uma possível racha no processo eleitoral. “A maior garantia de uma base para ela funcionar e continuar unida no processo eleitoral é ela continuar unida no processo de execução de governo. Portanto, como a base hoje está extremamente unida, voltada, preocupada exatamente com essa execução de 2013, o que é que nós vamos fazer para superar os problemas que nós enfrentamos nessa longa seca e também como é que nós vamos executar o orçamento de 2013. Então se essa receita for bem feita aí, a base vai continuar na linha”, disse.

Falando em 2013, o assunto que Pinheiro não hesita em falar é sobre o seu mandato. Em sua concepção, os baianos podem esperar desafios a serem superados. “Nós temos muitos desafios. Do ponto de vista nacional em acertar de uma vez por todas essa coisa do pacto federativo, melhorando a distribuição de renda, os repasses, acertando essa coisa entre os estados, para você permitir inclusive chegar na ponta um maior nível de recursos para a agricultura, para a infraestrutura, para a saúde, para a educação. Acho que é importante isso. A execução de diversos programas que foram lançados em 2012 e aproveitar esse chamado eixo da Copa como um legado. Porque a Copa vai embora, mas é importante a gente adotar medidas para que a gente possa consolidar base de geração de emprego e renda, base de desenvolvimento econômico local, contribuindo para que os municípios possam desenvolver, principalmente, você consolidar no país uma base de serviços públicos que atentam os interesses do povo brasileiro. Então esse é o esforço que nós vamos fazer em 2013 junto com a presidenta Dilma. Eu espero contribuir com isso no Senado e claro, aqui, junto ao governador Jaques Wagner, no estado da Bahia”, finalizou o senador.

ACM Neto e João Henrique



Ainda durante entrevista, o senador Walter Pinheiro (PT) falou sobre o início do mandato do prefeito ACM Neto (DEM). Para ele, a presença de Neto não pressiona o governo do Estado a agir com mais celeridade. “O governo fez grandes obras em Salvador, tem grandes projetos, não só para a Copa, mas projetos estruturantes, que vão ter início em 2013, alguns em 2014. Eu acho que a chegada do prefeito ACM Neto não altera esse ritmo, inclusive de planejamento, feito pelo governo do Estado. Ta aí uma mudança consubstancial, acho que essa sim é a principal mudança, nós tivemos muitos problemas com o gestor anterior, até, por incrível que pareça, pelo menos nos primeiros dias, o governador tem conseguido se entender melhor com alguém que estava no campo oposto do que com alguém que supostamente pertencia a um partido da base do governador Jaques Wagner. A presença do prefeito não muda inclusive a responsabilidade do compromisso que o governador tem assumido e anunciado com a cidade de Salvador. Não só dele como nosso. Nós temos obrigação de continuar contribuindo com a cidade, independente de quem seja o gestor. Salvador está precisando muito de um gestor que ampliasse o nível de diálogo, para a gente contribuir com a mudança necessária que essa cidade tanto precisa”, acredita.

Depois de criticar o antecessor de Neto, o senador volta a ‘escorregar’. “Eu não costumo falar sobre isso... Meu pai dizia três coisas interessantes: não bata em criança, não maltrate velho, agora é até idoso para eu falar corretamente e não fale mal de quem já foi, de quem já passou. Eu acho que agora ele é uma página virada. Completamente virada e esquecida”, disse.

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