Lídice defende candidato do PDT e manda recado para o PMDB
Senadora afirma: nós somos parte do processo, não entramos com o projeto em curso
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Publicado em 01/02/2013, às 15h17 Luiz Fernando Lima (twitter: @limaluizf)
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O primeiro discurso na sessão que precede a eleição do presidente do Senado foi feito por Lídice da Mata, do PSB baiano. Em um discurso enérgico que remontou o cenário anterior aos governos petistas, a senadora criticou a forma de condução do PMDB ao escolher Renan Calheiros como candidato da base de sustentação do governo Dilma Rousseff.
A socialista falou por quase dez minutos e o conteúdo foi cheio de mensagens diretas e indiretas. Em dado momento deixou claro que os avanços democráticos obrigam aos políticos a dar respostas à sociedade. Neste sentido é preciso, segundo ela, que o candidato ao comando da Casa Alta apresente propostas para o ano de 3013.
Em outro momento, a ex-prefeita de Salvador mandou recado aos “adesistas”. De acordo com ela, o PSB não é um partido que entrou no projeto com ele em movimento. Os socialistas ajudaram a construir o mesmo projeto e, portanto, se sentem parte do todo que vem transformando a sociedade brasileira e pavimentando o caminho para o desenvolvimento.
A bancada do PDT e PSB inscreveu 20 senadores para falar em plenário, cinco minutos cada. “Candidatos à Pres.Senado terão 20 minutos para defender suas propostas”, escreveu a senado no Twitter.
Os socialistas, como amplamente divulgado, apóiam a candidatura de Pedro Taques (PDT), do Mato Grosso."Sessão tensa , certamente teremos uma derrota eleitoral , porém uma importante resistência política".
A movimentação, no entanto, pode ser visto como a primeira movimentação do PSB no sentido de minar o PMDB. Os dois partidos estão em franca disputa pela vaga de vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff em 2014. Michel Temer, cacique peemedebista, tem a preferência, mas Eduardo Campos, governador de Pernambuco, vem conseguindo ampliar os espaços e vai forçar.
Neste contexto, começa a circular nos bastidores baianos que o estado pode entrar na mesa de negociação, portanto, não seria surpreendente se Lídice aparecesse como componente da chapa majoritária.
Voltando ao Senador, apesar do protesto dos independentes o peemedebista de ser eleito sucessor de José Sarney. Vale lembrar que em 2007, Renan Calheiros, renunciou à presidência da Casa, escapando duas vezes da cassação: a primeira, em setembro, veio com 40 votos favoráveis, 35 contrários e seis abstenções. Renan era acusado de usar recursos de uma construtora para pagar pensão para a filha que teve com uma jornalista. A segunda em dezembro de 2007, acusado de usar laranjas para comprar um grupo de comunicação em Alagoas. No entanto, Renan acabou sendo alvo de outros processos, que foram arquivados.
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