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Trabalhadores das creches: “Fora Bacelar, já chegou a sua hora”

Imagem Trabalhadores das creches: “Fora Bacelar, já chegou a sua hora”

Primeira sessão ordinária na Casa Legislativa contou com o protesto dos profissionais

Publicado em 04/02/2013, às 17h47        Marivaldo Filho (Twitter: @marivaldofilho)

O assunto mais discutido na primeira sessão ordinária do ano, nesta segunda-feira (4), foi o não pagamento dos trabalhadores das creches, que estão sem receber há quatro meses. Sobrou para o titular da pasta municipal da Educação, João Carlos Bacelar. Os manifestantes demonstraram a sua insatisfação com o atraso e pediram a saída do secretário.

“Fora Bacelar, Bacelar fora. Fora Bacelar, já chegou a sua hora” e “Neto, se não pagar, dia 18 vamos parar de trabalhar”. Dessa forma os trabalhadores das creches municipais explicitaram a indignação e davam ao recado ao prefeito que, se até o quinto dia útil o pagamento não fosse realizado, a categoria cruzará os braços.

Os trabalhadores cobraram um encontro diretamente com o prefeito ACM Neto para que pudessem, pessoalmente, expor a situação.

Incomodado com a exposição do prefeito e do secretário Bacelar já na primeira sessão ordinária do ano, o vereador Joceval Rodrigues (PPS), líder da bancada do governo na Câmara, tentou terminar mais cedo a sessão ordinária e sugeriu que fosse criada uma comissão suprapartidária dos vereadores para acompanhar os trabalhadores na conversa com o representante da prefeitura.

“O nosso intuito é resolver. Vamos sair da teoria e vamos para a prática. É isso que o prefeito Neto quer. Resolver a situação da melhor maneira possível”, declarou Joceval, vaiado pelos manifestantes.

O curioso é que nem o colega de bancada do governo ajudou o líder de defender a prefeitura na polêmica das creches. O vereador Carlos Muniz (PTN), do mesmo partido de João Carlos Bacelar, cobrou celeridade na resolução do problema.

“Não adianta mais tanta conversa. Esses pais de família não aguentam mais esperar. São quatro meses sem receber os salários. A prefeitura deve resolver a questão com a maior brevidade possível”, pressionou Muniz.

Na mesma linha de Muniz, a vereadora Aladilce Souza (PCdoB), que também criticou
“Se você trabalhou, você tem que receber. Esse atraso de quatro meses é inaceitável. Mães e pais de família que estão apenas cobrando seus direitos”,  afirmou a comunista.

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