Política

Política da prefeitura fez alunos perderem um semestre letivo de aulas

Imagem Política da prefeitura fez alunos perderem um semestre letivo de aulas
"A prefeitura não colocava professor e a escola mandava o aluno pra casa"  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 22/02/2013, às 18h53   Caroline Gois (twitter: @goiscarol)



A partir de 18 de abril deste ano as escolas do município pasarão a ter aula nas sextas--feiras, isso porque, o que era para ser comum veio à tona como surpresa para a população após o anúncio do prefeito ACM Neto (DEM)  - que irá garantir a presença dos alunos nas salas a partir de agora. "A prefeitura não colocava professor e a escola mandava o aluno pra casa. Não havia porque a rede decidiu concentrar nas sextas-feiras a atividade complementar - que é um planejamento do professor", explicou o secretário do município, João Carlos Bacelar, ao site Bocão News.



Segundo Bacelar, que esteve à frente da pasta nos dois últimos anos da gestão de João Henrique (PP), a prefeitura teve culpa por isso, mas ainda sim, para Bacelar, "João Henoque nunca fez tanto nestes últimos anos. Ele nomeou cinco mil professores. Antes, eram 130 escolas e com o governo dele foi para 430", disse. Quando questionado sobre a quantidade de professores e recolocação destes às sextas-feiras, bem como, quanto se tinha para pagar a cada um, o secretário ressaltou que JH não tinha como nomear mais e "ele encontrou um déficit na prefeitura", revelou, sem especificar o valor.

Com o anúncio de Neto , que irá impor as aulas dia de sexta, Bacelar disse que isso será feito agora "já que o novo prefeito estará convocando cerca de 1.200 professores que estão relocados em outras áreas como projetos, atividades administrativas e à disposição de outros níveis do Governo. Vamos pedir que eles retornem", explicou.

O secretário não confirmou se haverá a necessidade da abertura de processo seletivo e disse que a pasta tem R$ 1 bilhão em recursos. Hoje, um professor inicicante ganha pelo município cerca de R$ 3 mil, podendo ter o salário reajustado em até R$ 10 mil de acordo com o currículo apresentado pelo docente.

A reportagem do Bocão News utilizou um simples cálculo matemático. Em média, cada ano, tem 52 semanas. Cada semana, uma sexta-feira. Dois anos equivalem a 104 semanas, e portanto, 104 sextas-feiras perdidas. Por conta do que se deixou de fazer ontem, estudantes perderam, no mínimo, metade de um ano letivo, que equivale a 200 dias. Ou seja, mais de um semestre de aulas jogado fora.

Postada às 10h53 do dia 22/02.


Foto: Roberto Viana // Bocão News

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)