Política

Zé Neto critica a matemática de Bruno Reis na conta de água

Imagem Zé Neto critica a matemática de Bruno Reis na conta de água
Deputado petista diz que investimento carlista no passado foi pífio e que Embasa estava sucateada  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 28/04/2013, às 10h53   Lucas Esteves (Twitter: @lucasesteves)



O deputado estadual Zé Neto (PT) não gostou de ver o colega de parlamento Bruno Reis (PRP) criticar os aumentos na conta de água dos baianos durante o governo Wagner. Líder do governo na Assembleia Legislativa, o feirense reconheceu que os valores dos aumentos na fatura durante a gestão Wagner foram ligeiramente maiores que os do governo passado, mas apresentou números diferentes e ressaltou que Reis convenientemente se esquece de fazer determinadas matemáticas para justificar SUS argumentos.
Zé Neto calculou que, nos anos do governo petista, a conta ficou 90,81% mais cara, enquanto o governo antecessor subiu os rendimentos em 88,39%. Segundo Reis, o aumento foi de 150% nos anos petistas. O líder disse, além disto, que os carlistas não fizeram nem perto do investimento que Wagner tem feito em água e esgoto para justificar as críticas. Para ele, trata-se de uma “diferença astronômica”.
“Nós já investimos R$ 1,184 bilhões, enquanto o governo passado só investiu R$ 170 milhões durante todos aqueles anos. São mais de 7 vezes o valor investido por eles. Só em 2012 o investimento foi de R$ 422, o que significa duas vezes e meia mais do que eles fizeram em seis anos”, calculou. Outro fato que os proibiriam críticas, segundo Neto, seria o de terem herdado para a gestão atual uma Embasa sucateada e o desejo de privatizar a estadual das águas.
Segundo as estimativas de Zé Neto, o investimento global do governo alcançará R$ 8 bilhões no ano que vem, o que classifica como o maior da história do estado. Ele aproveitou para desafiar a oposição a colher os números exatos do histórico de investimentos e trazê-los para um “debate aberto” e justificou os aumentos de contas como uma necessidade de custeio de investimentos e que se o governo pudesse, jamais aumentaria as contas para o consumidor.

Nota originalmente postada às 16h do dia 27

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