Política

Presidente da Petrobras diz que não repetiria ação de Gabrielli nos EUA

Imagem Presidente da Petrobras diz que não repetiria ação de Gabrielli nos EUA
Graça Foster falou sobre Operação Pasadena, que em 2006 deu US$ 1,1 bi em troca de uma refinaria  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 23/05/2013, às 08h44   Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)



Em 2006, a Petrobras – na época presidida por José Sérgio Gabrielli - adquiriu uma refinaria de petróleo norte-americana por US$ 1,1 bilhão em uma operação que ficou conhecida como “Pasadena”, em referência à cidade onde ficava a empresa que deu nome à ação. A atual dirigente da estatal do petróleo, Graça Foster, esteve em audiência pública na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (22) e disse que não repetiria a transação.
Atualmente, o valor da refinaria recuou a meros US$ 100 milhões e, por isto, acabou se revelando um mau investimento. Segundo Graça, o cenário atual não anima a empresa a repetir um risco semelhante. Entretanto, só é possível pensar assim porque é possível olhar para trás e analisar toda a situação internacional do mercado que levou ao fracasso da empreitada.
Logo após a aquisição da refinaria, a crise econômica internacional teve seu embrião e, em 2009, a bolha estourou e o mundo inteiro foi afetado pelos desequilíbrios dos países mais ricos. Isto afetou severamente o mercado internacional de petróleo e acabou atingindo a operação da Petrobras nos EUA. Portanto, hoje não faz sentido atuar da mesma maneira.
“O prejuízo em Pasadena decorreu dessas perdas de margens do refinador. Quando olho para trás, [com base] no que estamos construindo no Brasil, fica mais fácil dizer que não faria. Esse é um ponto que precisa ser colocado. Quando se tem no retrovisor tudo de bom e tudo de ruim, é fácil dizer que não faria. Mas não faz sentido dizer que faria Pasadena hoje”, explicou aos deputados.

Nota originalmente postada às 16h do dia 22

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