Em 2006, a Petrobras – na época presidida por José Sérgio Gabrielli - adquiriu uma refinaria de petróleo norte-americana por US$ 1,1 bilhão em uma operação que ficou conhecida como “Pasadena”, em referência à cidade onde ficava a empresa que deu nome à ação. A atual dirigente da estatal do petróleo, Graça Foster, esteve em audiência pública na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (22) e disse que não repetiria a transação.
Atualmente, o valor da refinaria recuou a meros US$ 100 milhões e, por isto, acabou se revelando um mau investimento. Segundo Graça, o cenário atual não anima a empresa a repetir um risco semelhante. Entretanto, só é possível pensar assim porque é possível olhar para trás e analisar toda a situação internacional do mercado que levou ao fracasso da empreitada.
Logo após a aquisição da refinaria, a crise econômica internacional teve seu embrião e, em 2009, a bolha estourou e o mundo inteiro foi afetado pelos desequilíbrios dos países mais ricos. Isto afetou severamente o mercado internacional de petróleo e acabou atingindo a operação da Petrobras nos EUA. Portanto, hoje não faz sentido atuar da mesma maneira.
“O prejuízo em Pasadena decorreu dessas perdas de margens do refinador. Quando olho para trás, [com base] no que estamos construindo no Brasil, fica mais fácil dizer que não faria. Esse é um ponto que precisa ser colocado. Quando se tem no retrovisor tudo de bom e tudo de ruim, é fácil dizer que não faria. Mas não faz sentido dizer que faria Pasadena hoje”, explicou aos deputados.
Nota originalmente postada às 16h do dia 22