Política

“PMDB está confuso e não tem convicção de aliança renovada”, diz Geddel

Gilberto Junior
O político ainda duvidou sobre a reeleição de Dilma Rousseff  |   Bnews - Divulgação Gilberto Junior

Publicado em 30/05/2013, às 12h35   Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)



Nos bastidores da política, o vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Geddel Vieira Lima, declarou a dúvida sobre a renovação da aliança federal com o PT, sobre a reeleição da presidente Dilma Rousseff, elogiando os presidenciáveis da oposição e a hipótese de fechar com um deles na Bahia.

De acordo com o colunista Josias de Souza, se tudo correr como planejou, Geddel disputará em 2014 o governo da Bahia. Quer unificar a oposição para medir forças com o candidato a ser indicado por Jaques Wagner. O colunista ainda afirma que Geddel costuma dizer que não repetirá o erro de 2010, quando disputou o mesmo cargo imaginando que seria beneficiado pela política do palanque duplo. Acertara-se que, na Bahia, Lula e a então candidata Dilma frequentariam palanques do PT e do PMDB. A dupla foi apenas aos comícios de Wagner. Ex-ministro de Lula, Geddel ficou na vontade.

“Não há nenhuma dificuldade de que o palanque do PMDB da Bahia, eventualmente, não corresponda ao que vai fazer o PMDB nacional.” Sobre Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB), Geddel elogiou “São dois quadros de uma nova geração política. Dois quadros extremamente bem sucedidos. Tanto no campo político quanto no campo administrativo. Elogiou também Marina Silva (Rede), “uma grande mulher.”

Questionado se a economia será uma adversária de Dilma em 2014, Geddel desenvolve um raciocínio que define como “muito prático”. Se a economia estiver bem, Dilma será beneficiada. Ele conclui que é razoável supor: se a economia for mais ou menos, a candidata irá mais ou menos. Se for mal, a candidata se sairá mal. Ex-líder de FHC na Câmara, Geddel encaixa o guru tucano em sua prosa. Faz isso de uma maneira que costuma irritar o petismo, afirma o colunista.

O colunista ainda cita a precocidade do pmdebista: por todas essas razões, Geddel disse acreditar que, “em qualquer circunstância, nós vamos ter uma eleição disputada” em 2014. Não é segredo que um pedaço do PMDB torce o nariz para Dilma e o PT. Aqui mesmo já se veiculou algo sobre o tema quatro dias atrás. O que surpreende na entrevista radiofônica de Geddel é a precocidade da busca de alternativas. De resto, a plateia fica sabendo que Dilma exagerou quando disse, na semana passada, que a renovação de sua aliança com o PMDB é “matéria vencida”.


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